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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Coluna Rede Literária, edição #149, de 16.02.18

Prólogo

Salve, sobreviventes à folia e ao descanso do Carnaval 2018!

Obrigado a todxs que compartilharam a edição da semana passada, colaborando para divulgar a literatura de Roraima e o seu enfoque sobre a questão migratória.

Nesta edição trazemos dicas de concursos literários, poemas, música, sugestões de leitura e também arte digital.

Se gostar, compartilha de novo ou pela primeira vez!

Edgar Borges

Mande notícias: culturaderoraima@gmail.com / edgarjfborges@gmail.com

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CONCURSO LITERÁRIO 





Olha aí, povo das escolas públicas de Roraima!

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) recebe até o dia 2 de abril de 2018 as inscrições no concurso literário “Faça parte dessa história”. Podem participar estudantes do ensino fundamental e médio das escolas públicas com obras nos gêneros poema, conto, crônica, novela, teatro; romance, memória, diário, biografia, relatos de experiências e história em quadrinhos.

O terceiro lugar de cada uma das categorias receberá um tablet e o segundo um notebook.

Quem ficar em primeiro lugar em cada categoria terá direito a um notebook e a uma viagem internacional para conhecer a Feira do Livro de Frankfurt, considerada a maior do mundo.

Interessados? Cliquem para ler o regulamento.


AJUDE A LITERATURA A NAVEGAR

Quer fazer o bem e ajudar um projeto literário super lindo a continuar suas atividades? Então lê com atenção:

A turma do projeto Barca das Letras, iniciativa existente há uma década, aprovou na Lei Rouanet (Lei de incentivo à cultura) a captação de recursos para uma nova jornada pelo Brasil.

A intenção é fazer 13 ocupações lúdicas, com distribuição gratuita de livros e apresentações culturais, em comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas do Amapá e Pará.

Foto: Blog Barca das Letras

Onde entra você? Simples: doando até 6% de seu Imposto de Renda (pessoa física) pago/descontado na fonte durante este ano para o projeto.

100% da doação/patrocínio poderá ser deduzido/restituído na Declaração do Imposto de Renda no ano seguinte à doação.

Dados do Ministério da Cultura revelam que projetos da Região Norte do Brasil são os que menos conseguem captar recursos via Lei Rouanet (apenas 0,8%), enquanto os Estados do RJ e SP ficam com 80%, os da região Sul com 11%, Nordeste com 5,5% e Centro Oeste 2,6%.

Foto: Blog Barca das Letras

Se ficou interessado em colaborar nem que seja com uns 50 reais (é possível bem mais, só para dizer), clique para conhecer o projeto aprovado e ter mais detalhes sobre como doar. 

A literatura agradece!


CONVIVÊNCIA

Aldair Ribeiro (Foto: Divulgação)


O poeta e servidor público do Judiciário Aldair Ribeiro desenvolveu a cartilha “Convivendo com Pessoas com Deficiência”, uma compilação de dicas sobre as maneiras adequadas de se lidar com cadeirantes, pessoas com muletas, deficientes visuais, deficientes auditivos e pessoas com paralisia cerebral, entre outros.

A publicação é fruto das situações pelas quais passou o próprio Aldair, que apresenta deficiência auditiva.

O autor distribui a cartilha em sua versão impressa ou em PDF em todos os lugares onde existe atendimento ao público e você pode baixá-la clicando aqui.






RESIDÊNCIA




Atenção, escritores de Roraima que acessam esta coluna e querem passar um tempo fora do Estado, olhem a chance: o Sesc SC lançou um edital de Residência Literária em Florianópolis e Blumenau.

Pode participar da seletiva todo autor que possua entre dois e oito livros publicados em seu nome.

Cada candidato deve enviar uma proposta de ação social para formação de leitores ou escritores durante o período da residência. Dois projetos serão selecionados. Os escritores vão ficar dois meses em Santa Catarina, com hotel e uma bolsa de R$ 10 mil.

As inscrições estão abertas até o dia 5 de março de 2018 e a residência vai acontecer entre 15 de maio e 15 de julho de 2018.  Para saber mais, cliquem aqui e leiam o edital completo. 


POEMAS DA NARA

Esta semana apresentamos os poemas da estudante de jornalismo e fotógrafa Nara Michelly.


Despedida

Ilustração: Kiko Dinucci
A culpa vem mesmo fazendo feliz o coração que é morada tua
Saudade ego doença loucura
Toma intento desse mandamento que eu escrevi
A partir de hoje eu não rego mais flor de plástico
Não arredo, arregaço
Por vezes concedo danças
Não merecidas
“É carnaval, amor”
Tu me dizias.
Recuo
Me livro da culpa,
Com o perdão da palavra
Palavra dita e escrita
Por um espírito prostituído
Mudo, cego
Surdo e mal dito




************

Jazz

Ilustração: Tina Maia Helena
Escrevi a imagem de você nu
como se fotografasse
para rever na tua ausência
nu
e tão pouco despido
esfíngico
me devorando sem que fosse decifrado
E eu, cortina entreaberta
pelo avesso
deixei passar uma fresta de luz
como há muito não fazia
para o sol não queimar
Era uma vontade de beijar
cada fragmento da matéria tua
trompetes clarinetes e trombones do jazz libidinoso
que você tocava no meio de mim
Na noite do antepenúltimo dia do velho ano
que não queria tornar-se novo
como se fizesse casa ali em nós
estava cansada extasiada
para o ano que viria
esfíngico
me devorando sem que fosse decifrado


*************************


Andrômeda


Ilustração: Kiko Dinucci

Olhos negros
De pano de fundo
Ora dispersos, ora de versos
O sorriso universo
Tão grande
Que podias esconder-se embaixo dele
E eu em cima de ti
As mãos abertas, atentas
Mil estrelas em teus olhos
Cosmos
E o calor do verão nos lábios
Castos


*****

Nara tem outras publicações em seu blog.



E-BOOK

Quem quiser aprender a contar histórias já pode baixar o e-book “Viaje sem sair de casa - Guia para contação de histórias", da Fundação Abrinq.

Destinado a pais, educadores e cuidadores, o material mostra como preparar o momento e o ambiente para a contação; e também como conduzir a atividade, envolvendo os mais novos e permitindo, inclusive, que a criança interaja e contribua com as narrativas.

O material é gratuito e pode ser baixado aqui.


LEIA MULHERES

No dia 25 de fevereiro rola o encontro mensal do clube de leitura Leia Mulheres.

A autora do mês é Gioconda Belli, com seu livro “País das Mulheres”. A mediação ficará a cargo das leitoras Karine Blanco, Tatiane Brandão e Tharin Radin.

O encontro começa às 17h e será na praça da pirâmide, ali em frente a entrada da UFRR. O grupo costuma reunir-se em diversos lugares de Boa Vista para conversar sobre as impressões causadas pelos livros escolhidos.
Clube Leia Mulheres RR (Foto: Márcia Luz Souza)

Foto: Márcia Luz Souza

Para acompanhar a programação e trocar ideias on-line com os participantes do grupo, curta a fan page do clube.


PASSADO RISCADO

O rapper de origem amazonense Big Berg, que já morou em Boa Vista e hoje vive em Florianópolis (SC), lançou semana passada o clip de sua música Passado Riscado. Confere a pedrada:





POR ENQUANTO É SÓ



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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Coluna Rede Literária, edição #148, de 09.02.18

Prólogo

Salve, turma que vai cair na folia!

É tempo de Carnaval e cá chegamos trazendo textos de prosa e poesia produzidos em Roraima, todos abordando a questão da migração.
Nestes dias de proliferação do discurso do ódio contra os milhares de venezuelanos que vieram para as terras de Makunaima e foram tornados os causadores de todo mal que se abate sobre o Estado, o olhar especial dos escritores roraimenses é uma luz sobre a escuridão que projetam as centenas de postagens e comentários xenofóbicos em redes sociais todos os dias.
Além dos textos, trazemos também um documentário produzido pelos alunos do curso de Comunicação Social da UFRR abordando a questão da saudade que os migrantes sentem de suas casas e familiares. Ou você achou que a turma viaja e não lembra de mais nada?
Boa leitura e lembre-se, car@ leit@r: tenha empatia, entenda o contexto, seja luz e não o lado negro da força.

Edgar Borges

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PAPO DE TÁXI

Ricardo Dantas*


Foto: Marcos Lima
A cada dia começo a acreditar que o conhecimento absoluto se encontra nos táxis. Ou não...

Hoje, cerca de quatro horas da tarde, calor lazarento, não o típico calor de Boa Vista, estou me referindo ao estágio para o inferno! Daquele calor que sombra alguma adianta, nem mesmo se enterrando debaixo da terra! Nem a pau iria de ônibus, pois na verdade não são ônibus, são fornalhas motorizadas. Eu já estava havia cerca de dez minutos passando calor na esquina do Terminal da Praça das Águas. Passaram três táxis (por um motivo que ainda não descobri, possuem pavor de irem pela Princesa Isabel). Preferem Caranã, Bairro União, menos a Princesa Isabel. Deve ser raiva por ela ter dado alforria aos negros, sei lá, do jeito que as coisas andam hoje em dia, não duvido de nada!

Ao pegar finalmente um táxi, entro, sinto aquele maravilhoso frescor ártico do ar-condicionado e eis que, na minha imensa burrice, falo assim para o taxista:
‒ Bom mesmo é ser taxista, que trabalha o dia todinho no ar-condicionado! ‒ Logo após proferir tamanha imbecilidade, dei-me conta do sacrilégio que havia cometido.
‒ E a gasolina?! E o pneu?! E a manutenção?! E o óleo?! ‒ Esbravejou o taxista.
‒ É mesmo... É mesmo... ‒ Pianinho, apenas concordava. Mas o homem não parava.
‒ Troco de óleo a cada vinte e dois dias! Pneu é a cada três meses, e gasolina gasto cerca de cento e sessenta reais por dia! ‒ As palavras de ordem soavam como um político no palanque.
‒ Verdade, a gasolina está cara... ‒ Era a única coisa que poderia falar. O homem estava puto da vida.
‒ Hum! ‒ Resmungou como que se quisesse dizer: “Em que planeta você vive, abestado?!”.

Nessa altura haviam entrado mais passageiros, e completado a lotação. Paramos no sinal na Venezuela com a Brigadeiro, defronte à sede do IBAMA, e uma mulher comentou:
‒ Como essas pessoas conseguem passar o dia todo nesse sol quente?
‒ Isso não liga pra nada não! ‒ Agora estava na hora do taxista descontar sua raiva nos venezuelanos ‒ Isso aí aguenta tudo! ‒ reparem na forma como ele se referia aos venezuelanos: “isso”...
‒ Coitados... ‒ Compadeceu-se a mulher.
‒ Coitados nada! Ontem estive em Pacaraima e tem mais de mil andando no sol quente! ‒ informou o motorista.
‒ Estão vindo de Santa Elena para Pacaraima? ‒ perguntei.
‒ Nada! Estavam ali perto do Cem, andando mesmo, uns mil, tudo vindo para cá! Olha, Roraima acabou! ‒ O homem falava com ódio ‒ Essas porras estão vindo para cá e só vai ter tragédia! Assalto, sequestro, estupro...
‒ Que é isso, meu amigo! Não pense assim não. ‒ A xenofobia estava no nível máximo e eu queria pular do táxi.
‒ Ô besta! Mas não vai demorar muito e a polícia irá dar cabo de todos eles!
‒ O senhor está falando em extermínio? ‒ A parada estava ficando pesada.
‒ Ô besta! A polícia vai matar sem nem perguntar! Vai ter que ser igual na Venezuela, chegar e meter bala mesmo!
‒ Hômi, não fale isso. Não é correto... ‒ Estava desolado. Realmente o ódio e xenofobia será corriqueiro em Roraima ‒ Vou descer aqui.

*Professor e escritor, autor do livro Meia Pata.


EXODO

Aldenor Pimentel*




*Jornalista e escritor, autor do livro Livrinho da Silva. Mais infos no blog Arte de Aldenor Pimentel.


ESTRELINHA

Vitor de Araújo*

Créditos: GIFMania (http://bit.ly/2BMq5xL) 



Viro estrelinha
Enquanto não viro uma estrelinha.
Nesse tempo meu papa
Vende Pirulin da feira
(Brasileira)
No Sinal da Major o ilha
Com a Vil lhe rói


*Professor de Literatura. Escreve no blog Leve Mediocridade. 


QUESTIONAMENTOS


 Lambe-lambe produzido pela turma do Coletivo Carapanã especialmente para esta edição da coluna Rede Literária. Baixe, imprima, espalhe, lute contra o xenofobismo.





DESESPERANÇA

Elimacuxi*

Foto: : @_5le_


Chegaram-me hoje notícias de longe
de Green Point, de Cape Town
notícias de meninas pretas
lavadas em sangue,
jogadas em fossas
estupradas,
"corrigidas".

Chegaram-me hoje notícias de longe
de homens engravatados
grávidos de ódio
agravando abismos
em nome de deus.

Disseram-me forte hoje,
eu que burguesamente há dias
me esvaio em lágrimas
peito aberto, sangrado, sofrido
lamentando mais um sonho perdido
e desesperando por causa de amor...
eu recebi notícias de longe
que me ferem tal qual o abandono,
notícias que me tiram o sono,
notícias que me ampliam a dor.

Tanta treva
me trouxe à memória
notícias velhas de mis hermanas
putas pobres, travestis,
retirantes nordestinas
e imigrantes venezuelanas.

Sinto como se fosse minha cada ferida
e vago nesse escuro,
minha voz e meu verso são impotentes
embora eu não fique em cima do muro
sinto-me inválida, solitária e triste
diante da violência que avança
com a espada em riste
e veloz, vertiginosa
subverte sujeitos
e criminaliza afetos
nega aos não-normatizados
sua condição humana
e os descarta,
como abjetos objetos...

Históriadora e poeta, autora do livro Amor para quem odeia. Leia mais em seu blog.
http://elimacuxi.blogspot.com.br


SOBRE HUMANIDADES

Arte de rua colada em um poste da cidade de Santiago de Chile (Foto: Edgar Borges)




DESLOCADOS

Gabriel Alencar*

Atroz competição;
Do egoísmo a epítome,
Do interesse desmedido,
A última lesão.

Corre, se deita e se abaixa!
Não olha pra cima
Abraça e olha pra sua amada:
A hora final se aproxima.

Da janela vejo minha cidade
Nos escombros reconheço
Meu pai, minha mãe,
Toda minha verdade.

No refúgio busco reconstruir
A custos altos o que perdi.
Os olhos vorazes me perseguem
Não são mais meus inimigos
São os habitantes do lugar...
Tenho medo que me carreguem.

Minha casa está destruída e só essa vida me resta
Busco um abrigo, que não essa existência funesta.
_______________________________

Victoria, minha filha, tem fome
Pego o pacote de biscoitos
Só tem dois
Dou metade de um pra ela
Como as migalhas.

Hoje faz muito sol
Nossa água está quente.
Vejo um posto policial,
Mais à frente.

Nele me tomam o pouco dinheiro que tenho
Só me resta continuar andando.
Victoria está cansada, pego-a no colo.
Sigo caminhando.

Foram cinco dias nesta batalha
Minha filha hoje tomou uma sopa
E eu estou contente
Mas tem essa dor latente...

Consegui uma matrícula pra minha filha
Ela disse que consegue contar minhas costelas
Eu finjo que acho graça.
_______________________________

Quando o furacão chegou
Todos correram, todos caíram
Tinha um navio, de um amigo
Me carregou.

Minha irmã morreu na viagem
Cheguei numa terra estranha
Todos me olhavam e não me viam.
Uma miragem.

Consegui um emprego
Vendo gelado no palito
Aí levaram todo meu dinheiro
Porque tanto mal comigo?

Aqui faz sol, mas já estou acostumado
Alguns dias até vendo uns bocados
E me resta essa existência.
_______________________________

“Extra! Extra!
Tomaram-lhe a vida!
Extra! Extra!
Quem foi?
Só pode ser…
Foi por causa da bomba
Que ceifou sua família.”

“Últimas novas do dia:
A primeira delas morre no nosso hospital
Sua filha chorava alto, incomodava a todos!
Os médicos disseram que havia outros
Que já estava saindo do normal.”

“No noticiário de hoje
Anunciaram um assalto:
Foi um homem
Que falava engraçado.”
_______________________________

E deslocados, seguem
Por falta de opção
A vida que lhes foi imposta.
Viver não é mais diversão
É buscar alento nos pequenos momentos
Sobrevivendo no locus destas idas.
Quem sabe não exista ainda quem os acolha?
Que entenda o sofrimento, essa falta de escolha?
E assim seria muito melhor
Ter um amparo, em tempos de mal a pior.

*Músico e escritor ao acaso, título de seu blog.


IRMANDADES


 Lambe-lambe produzido pela turma do Coletivo Carapanã especialmente para esta edição da coluna Rede Literária. Baixe, imprima, espalhe, lute contra o xenofobismo.


SOBRE SAUDADES



O documentário "Extraño" foi dirigido pela estudante de jornalismo Nara Michelly. Produzido para a disciplina de Jornalismo Comunitário do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), aborda as dificuldades, o preconceito e a busca por uma nova vida pelos imigrantes venezuelanos que estão vivendo em Roraima.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Exposição valoriza beleza de mulheres negras







A exposição fotográfica "Morena Não, Negra!" poderá ser conferida de 20 de novembro a 20 de dezembro no Pátio Roraima Shopping, na BR 174 – Norte. 

São 10 fotografias de mulheres negras, feitas pela estudante de jornalismo Nara Michelly. Todas estão com pinturas facias produzidas por Brenda Marcela. 

A exposição faz parte de um projeto da dupla que visa valorizar a identidade negra nas mulheres e quebrar paradigmas impostos pela publicidade. Pode ser conferida das 10h às 22h.