sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Coluna Rede Literária, edição #149, de 16.02.18

Prólogo

Salve, sobreviventes à folia e ao descanso do Carnaval 2018!

Obrigado a todxs que compartilharam a edição da semana passada, colaborando para divulgar a literatura de Roraima e o seu enfoque sobre a questão migratória.

Nesta edição trazemos dicas de concursos literários, poemas, música, sugestões de leitura e também arte digital.

Se gostar, compartilha de novo ou pela primeira vez!

Edgar Borges

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CONCURSO LITERÁRIO 





Olha aí, povo das escolas públicas de Roraima!

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) recebe até o dia 2 de abril de 2018 as inscrições no concurso literário “Faça parte dessa história”. Podem participar estudantes do ensino fundamental e médio das escolas públicas com obras nos gêneros poema, conto, crônica, novela, teatro; romance, memória, diário, biografia, relatos de experiências e história em quadrinhos.

O terceiro lugar de cada uma das categorias receberá um tablet e o segundo um notebook.

Quem ficar em primeiro lugar em cada categoria terá direito a um notebook e a uma viagem internacional para conhecer a Feira do Livro de Frankfurt, considerada a maior do mundo.

Interessados? Cliquem para ler o regulamento.


AJUDE A LITERATURA A NAVEGAR

Quer fazer o bem e ajudar um projeto literário super lindo a continuar suas atividades? Então lê com atenção:

A turma do projeto Barca das Letras, iniciativa existente há uma década, aprovou na Lei Rouanet (Lei de incentivo à cultura) a captação de recursos para uma nova jornada pelo Brasil.

A intenção é fazer 13 ocupações lúdicas, com distribuição gratuita de livros e apresentações culturais, em comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas do Amapá e Pará.

Foto: Blog Barca das Letras

Onde entra você? Simples: doando até 6% de seu Imposto de Renda (pessoa física) pago/descontado na fonte durante este ano para o projeto.

100% da doação/patrocínio poderá ser deduzido/restituído na Declaração do Imposto de Renda no ano seguinte à doação.

Dados do Ministério da Cultura revelam que projetos da Região Norte do Brasil são os que menos conseguem captar recursos via Lei Rouanet (apenas 0,8%), enquanto os Estados do RJ e SP ficam com 80%, os da região Sul com 11%, Nordeste com 5,5% e Centro Oeste 2,6%.

Foto: Blog Barca das Letras

Se ficou interessado em colaborar nem que seja com uns 50 reais (é possível bem mais, só para dizer), clique para conhecer o projeto aprovado e ter mais detalhes sobre como doar. 

A literatura agradece!


CONVIVÊNCIA

Aldair Ribeiro (Foto: Divulgação)


O poeta e servidor público do Judiciário Aldair Ribeiro desenvolveu a cartilha “Convivendo com Pessoas com Deficiência”, uma compilação de dicas sobre as maneiras adequadas de se lidar com cadeirantes, pessoas com muletas, deficientes visuais, deficientes auditivos e pessoas com paralisia cerebral, entre outros.

A publicação é fruto das situações pelas quais passou o próprio Aldair, que apresenta deficiência auditiva.

O autor distribui a cartilha em sua versão impressa ou em PDF em todos os lugares onde existe atendimento ao público e você pode baixá-la clicando aqui.






RESIDÊNCIA




Atenção, escritores de Roraima que acessam esta coluna e querem passar um tempo fora do Estado, olhem a chance: o Sesc SC lançou um edital de Residência Literária em Florianópolis e Blumenau.

Pode participar da seletiva todo autor que possua entre dois e oito livros publicados em seu nome.

Cada candidato deve enviar uma proposta de ação social para formação de leitores ou escritores durante o período da residência. Dois projetos serão selecionados. Os escritores vão ficar dois meses em Santa Catarina, com hotel e uma bolsa de R$ 10 mil.

As inscrições estão abertas até o dia 5 de março de 2018 e a residência vai acontecer entre 15 de maio e 15 de julho de 2018.  Para saber mais, cliquem aqui e leiam o edital completo. 


POEMAS DA NARA

Esta semana apresentamos os poemas da estudante de jornalismo e fotógrafa Nara Michelly.


Despedida

Ilustração: Kiko Dinucci
A culpa vem mesmo fazendo feliz o coração que é morada tua
Saudade ego doença loucura
Toma intento desse mandamento que eu escrevi
A partir de hoje eu não rego mais flor de plástico
Não arredo, arregaço
Por vezes concedo danças
Não merecidas
“É carnaval, amor”
Tu me dizias.
Recuo
Me livro da culpa,
Com o perdão da palavra
Palavra dita e escrita
Por um espírito prostituído
Mudo, cego
Surdo e mal dito




************

Jazz

Ilustração: Tina Maia Helena
Escrevi a imagem de você nu
como se fotografasse
para rever na tua ausência
nu
e tão pouco despido
esfíngico
me devorando sem que fosse decifrado
E eu, cortina entreaberta
pelo avesso
deixei passar uma fresta de luz
como há muito não fazia
para o sol não queimar
Era uma vontade de beijar
cada fragmento da matéria tua
trompetes clarinetes e trombones do jazz libidinoso
que você tocava no meio de mim
Na noite do antepenúltimo dia do velho ano
que não queria tornar-se novo
como se fizesse casa ali em nós
estava cansada extasiada
para o ano que viria
esfíngico
me devorando sem que fosse decifrado


*************************


Andrômeda


Ilustração: Kiko Dinucci

Olhos negros
De pano de fundo
Ora dispersos, ora de versos
O sorriso universo
Tão grande
Que podias esconder-se embaixo dele
E eu em cima de ti
As mãos abertas, atentas
Mil estrelas em teus olhos
Cosmos
E o calor do verão nos lábios
Castos


*****

Nara tem outras publicações em seu blog.



E-BOOK

Quem quiser aprender a contar histórias já pode baixar o e-book “Viaje sem sair de casa - Guia para contação de histórias", da Fundação Abrinq.

Destinado a pais, educadores e cuidadores, o material mostra como preparar o momento e o ambiente para a contação; e também como conduzir a atividade, envolvendo os mais novos e permitindo, inclusive, que a criança interaja e contribua com as narrativas.

O material é gratuito e pode ser baixado aqui.


LEIA MULHERES

No dia 25 de fevereiro rola o encontro mensal do clube de leitura Leia Mulheres.

A autora do mês é Gioconda Belli, com seu livro “País das Mulheres”. A mediação ficará a cargo das leitoras Karine Blanco, Tatiane Brandão e Tharin Radin.

O encontro começa às 17h e será na praça da pirâmide, ali em frente a entrada da UFRR. O grupo costuma reunir-se em diversos lugares de Boa Vista para conversar sobre as impressões causadas pelos livros escolhidos.
Clube Leia Mulheres RR (Foto: Márcia Luz Souza)

Foto: Márcia Luz Souza

Para acompanhar a programação e trocar ideias on-line com os participantes do grupo, curta a fan page do clube.


PASSADO RISCADO

O rapper de origem amazonense Big Berg, que já morou em Boa Vista e hoje vive em Florianópolis (SC), lançou semana passada o clip de sua música Passado Riscado. Confere a pedrada:





POR ENQUANTO É SÓ



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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Coluna Rede Literária, edição #148, de 09.02.18

Prólogo

Salve, turma que vai cair na folia!

É tempo de Carnaval e cá chegamos trazendo textos de prosa e poesia produzidos em Roraima, todos abordando a questão da migração.
Nestes dias de proliferação do discurso do ódio contra os milhares de venezuelanos que vieram para as terras de Makunaima e foram tornados os causadores de todo mal que se abate sobre o Estado, o olhar especial dos escritores roraimenses é uma luz sobre a escuridão que projetam as centenas de postagens e comentários xenofóbicos em redes sociais todos os dias.
Além dos textos, trazemos também um documentário produzido pelos alunos do curso de Comunicação Social da UFRR abordando a questão da saudade que os migrantes sentem de suas casas e familiares. Ou você achou que a turma viaja e não lembra de mais nada?
Boa leitura e lembre-se, car@ leit@r: tenha empatia, entenda o contexto, seja luz e não o lado negro da força.

Edgar Borges

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PAPO DE TÁXI

Ricardo Dantas*


Foto: Marcos Lima
A cada dia começo a acreditar que o conhecimento absoluto se encontra nos táxis. Ou não...

Hoje, cerca de quatro horas da tarde, calor lazarento, não o típico calor de Boa Vista, estou me referindo ao estágio para o inferno! Daquele calor que sombra alguma adianta, nem mesmo se enterrando debaixo da terra! Nem a pau iria de ônibus, pois na verdade não são ônibus, são fornalhas motorizadas. Eu já estava havia cerca de dez minutos passando calor na esquina do Terminal da Praça das Águas. Passaram três táxis (por um motivo que ainda não descobri, possuem pavor de irem pela Princesa Isabel). Preferem Caranã, Bairro União, menos a Princesa Isabel. Deve ser raiva por ela ter dado alforria aos negros, sei lá, do jeito que as coisas andam hoje em dia, não duvido de nada!

Ao pegar finalmente um táxi, entro, sinto aquele maravilhoso frescor ártico do ar-condicionado e eis que, na minha imensa burrice, falo assim para o taxista:
‒ Bom mesmo é ser taxista, que trabalha o dia todinho no ar-condicionado! ‒ Logo após proferir tamanha imbecilidade, dei-me conta do sacrilégio que havia cometido.
‒ E a gasolina?! E o pneu?! E a manutenção?! E o óleo?! ‒ Esbravejou o taxista.
‒ É mesmo... É mesmo... ‒ Pianinho, apenas concordava. Mas o homem não parava.
‒ Troco de óleo a cada vinte e dois dias! Pneu é a cada três meses, e gasolina gasto cerca de cento e sessenta reais por dia! ‒ As palavras de ordem soavam como um político no palanque.
‒ Verdade, a gasolina está cara... ‒ Era a única coisa que poderia falar. O homem estava puto da vida.
‒ Hum! ‒ Resmungou como que se quisesse dizer: “Em que planeta você vive, abestado?!”.

Nessa altura haviam entrado mais passageiros, e completado a lotação. Paramos no sinal na Venezuela com a Brigadeiro, defronte à sede do IBAMA, e uma mulher comentou:
‒ Como essas pessoas conseguem passar o dia todo nesse sol quente?
‒ Isso não liga pra nada não! ‒ Agora estava na hora do taxista descontar sua raiva nos venezuelanos ‒ Isso aí aguenta tudo! ‒ reparem na forma como ele se referia aos venezuelanos: “isso”...
‒ Coitados... ‒ Compadeceu-se a mulher.
‒ Coitados nada! Ontem estive em Pacaraima e tem mais de mil andando no sol quente! ‒ informou o motorista.
‒ Estão vindo de Santa Elena para Pacaraima? ‒ perguntei.
‒ Nada! Estavam ali perto do Cem, andando mesmo, uns mil, tudo vindo para cá! Olha, Roraima acabou! ‒ O homem falava com ódio ‒ Essas porras estão vindo para cá e só vai ter tragédia! Assalto, sequestro, estupro...
‒ Que é isso, meu amigo! Não pense assim não. ‒ A xenofobia estava no nível máximo e eu queria pular do táxi.
‒ Ô besta! Mas não vai demorar muito e a polícia irá dar cabo de todos eles!
‒ O senhor está falando em extermínio? ‒ A parada estava ficando pesada.
‒ Ô besta! A polícia vai matar sem nem perguntar! Vai ter que ser igual na Venezuela, chegar e meter bala mesmo!
‒ Hômi, não fale isso. Não é correto... ‒ Estava desolado. Realmente o ódio e xenofobia será corriqueiro em Roraima ‒ Vou descer aqui.

*Professor e escritor, autor do livro Meia Pata.


EXODO

Aldenor Pimentel*




*Jornalista e escritor, autor do livro Livrinho da Silva. Mais infos no blog Arte de Aldenor Pimentel.


ESTRELINHA

Vitor de Araújo*

Créditos: GIFMania (http://bit.ly/2BMq5xL) 



Viro estrelinha
Enquanto não viro uma estrelinha.
Nesse tempo meu papa
Vende Pirulin da feira
(Brasileira)
No Sinal da Major o ilha
Com a Vil lhe rói


*Professor de Literatura. Escreve no blog Leve Mediocridade. 


QUESTIONAMENTOS


 Lambe-lambe produzido pela turma do Coletivo Carapanã especialmente para esta edição da coluna Rede Literária. Baixe, imprima, espalhe, lute contra o xenofobismo.





DESESPERANÇA

Elimacuxi*

Foto: : @_5le_


Chegaram-me hoje notícias de longe
de Green Point, de Cape Town
notícias de meninas pretas
lavadas em sangue,
jogadas em fossas
estupradas,
"corrigidas".

Chegaram-me hoje notícias de longe
de homens engravatados
grávidos de ódio
agravando abismos
em nome de deus.

Disseram-me forte hoje,
eu que burguesamente há dias
me esvaio em lágrimas
peito aberto, sangrado, sofrido
lamentando mais um sonho perdido
e desesperando por causa de amor...
eu recebi notícias de longe
que me ferem tal qual o abandono,
notícias que me tiram o sono,
notícias que me ampliam a dor.

Tanta treva
me trouxe à memória
notícias velhas de mis hermanas
putas pobres, travestis,
retirantes nordestinas
e imigrantes venezuelanas.

Sinto como se fosse minha cada ferida
e vago nesse escuro,
minha voz e meu verso são impotentes
embora eu não fique em cima do muro
sinto-me inválida, solitária e triste
diante da violência que avança
com a espada em riste
e veloz, vertiginosa
subverte sujeitos
e criminaliza afetos
nega aos não-normatizados
sua condição humana
e os descarta,
como abjetos objetos...

Históriadora e poeta, autora do livro Amor para quem odeia. Leia mais em seu blog.
http://elimacuxi.blogspot.com.br


SOBRE HUMANIDADES

Arte de rua colada em um poste da cidade de Santiago de Chile (Foto: Edgar Borges)




DESLOCADOS

Gabriel Alencar*

Atroz competição;
Do egoísmo a epítome,
Do interesse desmedido,
A última lesão.

Corre, se deita e se abaixa!
Não olha pra cima
Abraça e olha pra sua amada:
A hora final se aproxima.

Da janela vejo minha cidade
Nos escombros reconheço
Meu pai, minha mãe,
Toda minha verdade.

No refúgio busco reconstruir
A custos altos o que perdi.
Os olhos vorazes me perseguem
Não são mais meus inimigos
São os habitantes do lugar...
Tenho medo que me carreguem.

Minha casa está destruída e só essa vida me resta
Busco um abrigo, que não essa existência funesta.
_______________________________

Victoria, minha filha, tem fome
Pego o pacote de biscoitos
Só tem dois
Dou metade de um pra ela
Como as migalhas.

Hoje faz muito sol
Nossa água está quente.
Vejo um posto policial,
Mais à frente.

Nele me tomam o pouco dinheiro que tenho
Só me resta continuar andando.
Victoria está cansada, pego-a no colo.
Sigo caminhando.

Foram cinco dias nesta batalha
Minha filha hoje tomou uma sopa
E eu estou contente
Mas tem essa dor latente...

Consegui uma matrícula pra minha filha
Ela disse que consegue contar minhas costelas
Eu finjo que acho graça.
_______________________________

Quando o furacão chegou
Todos correram, todos caíram
Tinha um navio, de um amigo
Me carregou.

Minha irmã morreu na viagem
Cheguei numa terra estranha
Todos me olhavam e não me viam.
Uma miragem.

Consegui um emprego
Vendo gelado no palito
Aí levaram todo meu dinheiro
Porque tanto mal comigo?

Aqui faz sol, mas já estou acostumado
Alguns dias até vendo uns bocados
E me resta essa existência.
_______________________________

“Extra! Extra!
Tomaram-lhe a vida!
Extra! Extra!
Quem foi?
Só pode ser…
Foi por causa da bomba
Que ceifou sua família.”

“Últimas novas do dia:
A primeira delas morre no nosso hospital
Sua filha chorava alto, incomodava a todos!
Os médicos disseram que havia outros
Que já estava saindo do normal.”

“No noticiário de hoje
Anunciaram um assalto:
Foi um homem
Que falava engraçado.”
_______________________________

E deslocados, seguem
Por falta de opção
A vida que lhes foi imposta.
Viver não é mais diversão
É buscar alento nos pequenos momentos
Sobrevivendo no locus destas idas.
Quem sabe não exista ainda quem os acolha?
Que entenda o sofrimento, essa falta de escolha?
E assim seria muito melhor
Ter um amparo, em tempos de mal a pior.

*Músico e escritor ao acaso, título de seu blog.


IRMANDADES


 Lambe-lambe produzido pela turma do Coletivo Carapanã especialmente para esta edição da coluna Rede Literária. Baixe, imprima, espalhe, lute contra o xenofobismo.


SOBRE SAUDADES



O documentário "Extraño" foi dirigido pela estudante de jornalismo Nara Michelly. Produzido para a disciplina de Jornalismo Comunitário do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), aborda as dificuldades, o preconceito e a busca por uma nova vida pelos imigrantes venezuelanos que estão vivendo em Roraima.

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Coluna Rede Literária, edição #147, de 02.02.18


Prólogo

Bom dia, boa tarde, boa noite a quem é de bem e acessa este blog para buscar informações sobre o mundo literário e artístico. Bom tudo principalmente para quem não embarcou na onda de xenofobismo que está varrendo o Estado, com parlamentares, integrantes dos governos municipal e estadual e deformadores de opinião alegando que a culpa de todos os males que Roraima vive é dos migrantes venezuelanos.
A vontade de jogar no outro a conta pelo que nos incomoda é um dos traços do roraimense: é assim desde que os primeiros invasores de terras, a serviço do império português, bateram as botas nesta região: a culpa do atraso é dos indígenas, os males são trazidos pelos nordestinos, os sulistas só querem aproveitar-se, o nortista só vem para roubar… O senso comum encontra fácil os seus alvos e poupa a turma de pensar um pouco mais sobre os impactos da falta de planejamento econômico e social, a macropolítica nacional e a corrupção em diversas esferas governamentais, entre outras questões. Tudo isso porque é mais fácil odiar do que pensar.


Edgar Borges

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MESMICE

Sobre isso do poder do senso comum, aplicável a uma imensidão de situações cotidianas, daquelas em que a gente pensa 9879898759823 vezes se vale a pena ou debater, fica aí para ajudar na reflexão uma charge que achei muito bacana do cartunista Benett. Todo dia ele publica em seu perfil no twitter.



 GANHADORES

Vamos conferir os textos ganhadores do II Concurso Literário Internacional Palavradeiros, cuja premiação foi realizada na última sexta-feira (26/01). O regulamento da próxima edição tem lançamento previsto para os próximos meses. O e-book com todas as obras pode ser conferido clicando aqui. 
Na categoria Conto, o ganhador foi o autor Don. Cada prosa deveria ser inspirada em um poema de escritores nascidos ou moradores de Roraima. Don escolheu um da poeta Zanny Adairalba, cuja obra está na sequência.

Dançarina  

Don, primeiro lugar na categoria Conto (Foto: Divulgação)
Era um grupo teatral. Tudo era um espetáculo ao ar livre. De repente, um garimpeiro de folga sentou-se na praça, meio sem ter o que fazer. Ainda há lembranças. Era o segundo ato, cena 38. Uma dançarina benfazeja, uma fada, uma rica criatura, leve, linda, livre, solta. Ela levitava. Praticamente escrevia versos com seu corpo, tentando chamar sua atenção.

Tudo o que ele tentava era retê-la em si. Pouco importava se a trupe agradava ao resto da plateia. O som, as roupas dela, o momento, suas vestes, o movimento, seus trajes, o frenesi, o enlevo. O princípio e o fim. O Alfa e o Ômega. O que era mais belo, a dança ou a Dançarina?
Flautas, adufes, tambores, tamborins, palmas e vozes. Um uníssono. Uma unanimidade. Um em todos. Um!

O que ela imaginava? Ah, o que ela imaginava? Somente ela sabia. Talvez mais ninguém. Porém, o garimpeiro dançava junto. Um amálgama de almas dançando juntas! Em pensamento, ele era livre como ela! Ele estava ganhando o céu, para ganhá-la. A melhor pepita, a melhor gema, a melhor mulher.

O balançar dos cabelos, o cheiro, o riso moleque, o nunca se cansar. Tudo era estudo. Milimetricamente cronometrado. Isto porque o espaço dos milímetros se libertavam dos segundos do tempo. Não havia mais tempo-espaço. Agora eram só os dois.

Um dia, uma hora, um momento aquele delírio teria fim? Sim, claro que não! Diferente das festas dos colegas do garimpo, aquela era a selva que ele se embrenharia o restante da sua vida. Aquela embriaguez ele não trocaria por nada que estivesse em qualquer lugar abaixo do céu.

Mas desde que a terra gira, o mundo é mundo. E o pé, que pisa o chão, tem que aqui estar. A dançarina possui todos os elementos no seu ser, pois ela é uma metáfora que entrou aqui não por acaso: ela é a própria Divindade! E o garimpeiro, o pobre, mas feliz sonhador, este é o que agora cessa de escrever para dançar mais um pouquinho...

....

A seguir, o poema que inspirou o conto acima:

Dança, de Zanny Adairalba

Tento te buscar entre os meus versos
Tua forma
Teus gestos
O teu cheiro.
Tua serenidade diplomática...
Por vezes,
Teu riso moleque,
(teu cheiro)
o balançar dos cabelos
Tento te alcançar para te rever
Para te reter
Em mim.
Tento te buscar
(Tento te buscar)
E por fim te alcanço.
Tento te servir
― Ai que não me cansa...
O me imaginar
O te imaginar
E nos colocar
Numa mesma dança


E AGORA, POESIA 

A primeira colocada foi na categoria Poesia do Concurso Lavradeiros, exclusiva para estudantes de ensino fundamental e médio de Roraima, foi Duda Azevedo, aluna da Escola Ayrton Senna da Silva, de Boa Vista (RR). Confira a obra:

Bailarino

Duda Azevedo, primeira colocada na
 categoria Poesia (Foto: Divulgação)

Cada movimento é uma arte
Sua alma completamente nua
A entrega faz parte.

Seus sentimentos expostos
Como ninguém jamais viu
Sua emoção alarmante
Como ninguém jamais sentiu.

A música vai se elevando
Enquanto aumenta a paixão
Cada toque é um toque
Em seu coração.

Ele traduz a música com o seu corpo
Ele conta uma história sem dizer nada
Ele sabe o quanto exige esforço
Mas tem em si uma vontade nata.

Há quem diga que é um sonho
Outros dizem que é ilusão
A verdade é que o bailarino
Tem a chave da emoção.


CINEMA EM CUBA

Quer tentar ir pra Cuba fazer uma especialização em cinema? Então veja aí que estão abertas até 2 de março as inscrições para o processo seletivo 2018 / 2021 da Escuela Internacional de Cine y TV, em San Antonio de los Baños. As provas serão aplicadas nos dias 16 e 17 de março, em Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Belém (PA)e Brasília (DF) e Fortaleza (CE).  O curso tem duração de 3 anos, com início previsto para setembro de 2018. Diferentemente de outras edições, o Ministério da Cultura não oferece mais o subsídio para as matrículas dos alunos brasileiros. As vagas são para Direção, Produção, Roteiro, Fotografia, Som, Documentário, Edição e TV e Novas Mídias. Mais informações:  www.eictvbrasil.blogspot.com.

PROTAGONISMO



A coach e palestrante Débora Teixeira lançou no dia 19 de janeiro, no Gressb, o livro “Para onde foi seu sonho?”, uma coletânea com 20 autores abordando a superação e realização de seus desejos. Débora escreveu o capítulo 16, com o título “Seja o protagonista”, enfatizando que “o primordial para que o sonho vire realidade é se colocar como o ator principal na peça da vida chamada sonho. Ninguém deve ter maior vontade de realizar do que nós mesmos.”
O livro pode ser adquirido pelo e-mail coach.debora30@gmail.com, telefone 95- 98111- 6126 ou no site da Livraria da Travessa.


NOSSA TERRA

Em dezembro do ano passado, o professor de Letras Devair Fiorotti lançou seu terceiro livro de poemas,intitulado “Urihi – nossa terra, nossa floresta”. São cerca de 40 textos escritos a partir da ótica de um membro da etnia Yanomami que foi sequestrado de sua tribo ainda criança e criado por um garimpeiro. A obra tem ilustrações do artista plástico Jaider Esbell, da etnia Macuxi. Interessados podem adquirir a obra via mensagem no WPP: (95) 99119-6803. Confiram algumas páginas a seguir:












COLABORE

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Coluna Rede Literária, edição # 146, de 26.01.18

PRÓLOGO

Chegamos à segunda semana da retomada da coluna Rede Literária em 2018. Pouco a pouco vamos retomando o ritmo. Nesta nossa 146ª edição, falaremos de livros, música, teatro e outras coisitas.

Não esquece de compartilhar com os amigos a coluna. Quanto mais tráfego no blog, melhor!

Abraços.

Edgar Borges

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HOJE TEM SARAU

A solenidade de premiação do II Concurso Literário Internacional Palavradeiros acontece nesta sexta-feira (26), no Espaço Cultural União Operária, das 17h às 21h. O concurso foi realizado no ano passado e teve seis obras selecionadas. Além da premiação, o microfone ficará aberto para quem quiser declamar ou cantar. Portanto, vá preparando sua performance e apareça lá. Os ganhadores do concurso foram:

Categoria Conto

1º lugar: Dançarina (Don)
2º lugar: Corrida noturna (Gabriel Alencar)
3º lugar: E o fim dos dias findos (Tata)

Categoria Poesia

1º lugar: Bailarino (Duda Azevedo)
Escola: Ayrton Senna da Silva
Orientadora: Darlete Souza Nascimento

2º lugar: Despedida ao inominável (Fernanda Fonteles Albuquerque)
Escola: Colégio de Aplicação
Orientadora: Maria Adrenalina do Nascimento Oliveira

3º lugar: Liberdade (Kemilly Duarte Mota)
Escola: Colégio de Aplicação
Orientadora: Maria Adrenalina do Nascimento Oliveira


LANÇAMENTO

Capa de Livrinho da Silva (Crédito: Divulgação)
Complementando a premiação do concurso Lavradeiros, será feito também o lançamento do livro de contos Livrinho da Silva, de Aldenor Pimentel, organizador do concurso. A União Operária fica na Av. Nossa Senhora da Consolata,  565, Centro de Boa Vista.















MUJICANDO

Todos os domingos que precedem a chegada do Carnaval têm como opção de lazer os ensaios do Bloco do Mujica, um dos mais animados da cidade e o preferido deste colunista. Músicos e fãs se encontram a partir das 18h no Espaço Paricarana, na BR 174 sentido norte,em frente ao shopping. O ingresso custa R$ 10, 00 e a festa é animada que só. Confira algumas imagens dos encontros e passa lá:









TEATRO 

Tem teatro infantil com entrada gratuita neste final de semana. A AZ Cia. Teatral apresentará no espaço cultural do Shopping Pátio,na sala ao lado do cinema, os espetáculos “Branca de Neve na Terra de Makunaima” e “João e Maria na Floresta do Cauamé”. As duas adaptações são dirigidas por  Alex Zantelli e serão encenadas, respectivamente, às 18h do sábado (27) e às 17h do domingo (28).







JAZZ NA PRAÇA

Sergio Barros é uma das atrações do Jazz na Calçada (Foto: Márcio Lâvor)
A noite deste sábado (27) vai ser boa na Praça do Mirandinha, no bairro Caçari. A partir das 20h, o Instituto Boa Vista de Música (IBVM) promove na pracinha mais família de Boa Vista o evento gratuito Calçada do Jazz, tendo como atrações Sergio Barros, Camu-camu, Os três do Jazz e Fusion Jazz. É só chegar e sentar nas mesas da lanchonete do local ou levar sua cadeira/pano-para-colocar-no-gramado e curtir a noite.

VAMOS DE POESIA

Esta semana trazemos três textos do poeta roraimense Hander Frank. Se quiser ler mais dele, acessa o blog  Mero Mortal Sonhador.

 Desigual 

Tua opinião forjada em preconceito
Concebida por meio da dor, do pesar alheio
Hoje tu clamas "geração do mimimi"

Mas o que se clama na verdade é
"NOS EXISTIMOS SIM"
Não, os negros não irão se calar
Os índios muito menos
Os gays também não

Foi-se o tempo que se aceitava migalhas do opressor
Hoje se quer o respeito 
O igual, pois toda diferença é natural

O ser humano não é robô
Então não tente roubar minha individualidade
Me padronizar nesse teu rótulo, não vai adiantar 

Não sou produto
Sou um fruto natural
Sou tempestade
 e se quiser 
 Posso ser desigual

****

Droga de Amor 

Uma certa vez
Me disseram que o amor 
é uma droga 
Que ele rima com dor 
E por isso machuca 

Dessa droga natural 
Acho que estou em abstinência 
Há anos 
Por vezes tenho recaídas, enganos

Aquelas pequenas doses 
Que tomei de você 
Não me deixam ceder 
A qualquer outra droga por aí 

Mesmo depois de anos 
E vários desastres 
Esse coração ainda bate
Ainda grita e saltita
Ao te ver

Realmente o amor é a pior droga  
E quando ele entra pela porta 
Não há reabilitação alguma
Que o faça ir embora.

***

Passageiro

Já que você vai ser passageiro
Senta logo na janela
E olha a vista bela 
Que se tem do meu coração

Mas cuidado com o abismo
Ele é cheio de coisas tão minhas
Cheio de alegorias
Cheio de mim

Mas lá é só pra quem fica
E como você só está de passagem
Então sem alarde 
Não cria afeto aqui

Passa logo, 
Sem esse papo de saudade 
Consome agora esse início de mim

Se quiser ficar, querido passageiro
Tem de ser por inteiro
Não aceito metade 
Nem coração covarde

Se quiser ficar e descer até o fim
Se aposentar na última estação
Tem que aguentar a imensidão
Que reside em mim.


HILDA MUSICADA

Para quem curte Hilda Hilst, eis uma dica: o cantor Zeca Baleiro musicou dez poemas da escritora e lançou o álbum “Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé, de Ariana para Dionísio”. A obra tem participação das cantoras Zélia Duncan, Verônica Sabino, Ná Ozzetti, Maria Bethânia, Ângela Ro Ro, Rita Ribeiro, Olívia Byington, Mônica Salmaso, Jussara Silveira e Ângela Maria. Dê play e curta aí os textos musicados:



COLABORE

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Coluna Rede Literária, edição # 145, de 19.01.18



PRÓLOGO

Salve, gente bonita!

Depois de uma pausa de dois anos e meio voltamos a publicar a coluna Rede Literária. A nossa última edição foi em junho de 2015 e desde então muita coisa aconteceu na cidade na área da literatura, da música, artes visuais e outros segmentos. A proposta do nosso retorno é falar brevemente toda semana sobre o que consideramos mais relevante, deixando para vocês e para a história um registro disso. 
Sejam então bem-vind@s à edição número 145 desta nossa iniciativa, sigam-nas redes sociais, colaborem financeiramente conosco para bancar a ideia (pode ser via doação no pagseguro ou apenas clicando nos banners que vão aparecer) e espalhem por aí que voltamos e pretendemos ficar enquanto der.
Abraços,

Edgar Borges

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Siga no twitter: @CulturaRoraima



LANÇAMENTO DE LIVRO

O Espaço Cultural União Operária será palco na próxima sexta-feira (26/01) do lançamento
do primeiro livro do jornalista roraimense Aldenor Pimentel. A obra “Livrinho da Silva” é formada por contos que abordam o universo da leitura, do livro e da escrita. A sessão de autógrafos começa às 17h, como parte da programação do sarau e da solenidade de premiação do Concurso Literário Internacional Palavradeiros.
A União Operária fica Avenida Nossa Senhora da Consolata, 565, Centro, no cruzamento com a rua Cerejo Cruz.



Os escritores Aldenor Pimentel e Cristino Wapichana (E) durante lançamento de Livrinho da Silva em São Paulo (Foto: Divulgação)
 

TRECHO DO CONTO 'LEITOR DE RAPINA'

Confira uma parte da obra de Aldenor Pimentel:

"Olhei de volta nos olhos da minha interlocutora e neles li a suspeita de que eu estivesse interessado em levar livros sem pagar. Eu deveria ficar indignado. E fiquei. Mas, cá para nós, em um país onde pouco se lê e menos ainda se entende do pouco que se lê, ainda que a acusação parta unicamente de um olhar desconfiado, é um elogio ser acusado de furtar livros!"


CONCURSO LITERÁRIO

Estão abertas até 16.02.2018 as inscrições na edição 2018 do Prêmio SESC de Literatura, voltado para autores residentes no Brasil. Podem ser inscritos livros inéditos de romance ou contos. Os selecionados terão as obras publicadas pela editora Record. Confira este e outros regulamentos no blog Concursos Literários.



MESTRA ZANNY

A poeta e cordelista Zanny Adairalba, integrante do Coletivo Caimbé, recebeu do Ministério da Cultura (MinC) no final de 2017 o título de mestra da cultura popular. A artista foi uma das 500 escolhidas em todo o país na 5ª edição do Prêmio Culturas Populares Manoel de Barros.

Zanny Adairalba, mestra da cultura popular (Foto: Edgar Borges)
 
De Roraima, Zanny foi a única escolhida, ficando entre os 42 homens e mulheres contemplados na região Norte. A partir do segundo bimestre, a poeta realizará atividades em dez escolas públicas da capital, ao longo de seis meses, com promoção de oficinas literárias e distribuição gratuita de cordéis.


DANÇA DO VENTRE

Quer aprender as manhas da dança do ventre? Então acessa o canal de vídeos Bellymaníacas, produzido em Roraima com muitas dicas para quem curte este tipo de dança e quer aprender a fazer encaixe e desencaixe de quadril, coreografia focal e coisas do tipo. Para você sentir como é, te deixo um dos vídeos feitos pela bailarina Aziza Zayn.




VAMOS DE POESIA

Quando finalmente você permitiu

Que meu olhar vacilante penetrasse

o fundo dos teus olhos

a estrada à minha frente se abriu

e o tempo sumiu e o medo se foi

E de novo aconteceu:

Livre, verti-me

E me vi tantas

Verdes, avaras, valentes

venerando o valor das voltas

em venenos e versos

Vinho, viço, violão

A vida fervendo, voraz...

Viemos e eu vi:

Vi torres e temas

poemas sem fim

em mim

em ti.


Poema de Eli Macuxi. Para ler outras obras, acesse seu blog.


FEIRA NERD

Torneios de games e cards, além de exposição artes e exibições de filmes fazem parte da programação da II Feira Nerd que acontece neste sábado e domingo (20 e 21) na escola estadual Ana Libória. A programação está nos cards abaixo e o ingresso custa cinco reais.

 




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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Confira o Vlog Re-culture – edição #9

Produzido pela jornalista Layse Menezes, o Re-culture é um vlog voltado para as artes e entretenimento dos boa-vistenses. Confira a edição #9:

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Coletivo Caimbé promove Sarau da Lona Poética no bairro Dr. Sílvio Botelho




O Coletivo Arteliteratura Caimbé promove neste sábado (28) a edição de novembro do Sarau da Lona Poética.  As atividades começam às 19h, na Casa do Mike, espaço de artes mantido pelo músico e promotor cultural Mike Edwards, vocalista da banda de reggae Guy-bras e parceiro desta edição.

A Casa do Mike fica na rua N-20, 409, bairro Dr. Sílvio Botelho. O Sarau da Lona Poética terá entrada franca e reunirá manifestações poéticas, musicais e visuais.  A intenção é promover uma noite multicultural no coração da zona oeste de Boa Vista, estimulando a interação de artistas de várias partes da cidade. 


 O poeta e ator Anderson Souza é o convidado especial desta edição para apresentar uma performance poético-musical e a artista visual Georgina Sarmento vai expor suas obras. Também haverá sorteio de livros de autores regionais e exposição de fotopoemas de Edgar Borges, Zanny Adairalba e Edgar Bisneto. Como sempre, o microfone estará aberto para quem quiser declamar ou cantar. 

 
Poeta e ator Anderson Souza é o convidado especial desta edição


MARATONA POÉTICA – O Sarau da Lona Poética é o único evento público deste gênero realizado regularmente em Roraima. De periodicidade mensal, esta ação do Coletivo Caimbé teve início em 2014, dando sequência a outros saraus e atividades literárias que vinham sendo realizados desde 2009 pelo grupo. Qualquer pessoa pode participar, seja atração ou como espectador. 

Deste mês até abril de 2016, o Coletivo Caimbé planeja realizar 11 edições do Sarau da Lona Poética em Boa Vista e outras cidades de Roraima. A ação faz parte do projeto Saraus Poéticos Caimbé, que foi selecionado pela Bolsa de Fomento à Literatura da Fundação Biblioteca Nacional e do Ministério da Cultura.

Segundo Edgar Borges, um dos articuladores do Coletivo Caimbé, a intenção é continuar fortalecendo e dinamizando a cena literária em Roraima. “Desde 2009 fazemos isso, levando autores, artistas e suas obras para diversas localidades de nosso Estado e outras regiões. Assim, damos vigor aos elos criativo, mediador e produtivo deste segmento cultural”, afirma. Além de Edgar, fazem parte da equipe de produção do projeto Saraus Poéticos Caimbé a poeta Zanny Adairalba, a blogueira Lai Dantas e a ativista cultural Sângela Saito. 

A programação do Sarau é feita pelo próprio público participante, que apresenta músicas e poesias de sua escolha. Além disso, em cada edição há sempre exposições de artes visuais, além da venda e sorteio de livros de autores roraimenses. 

VISUAL –  Em suas coloridas obras, Georgina Sarmento retrata o corpo feminino, na maioria dos casos, de forma seminua e mais “cheinho”, com cabelos cacheados ou crespos volumosos. Com seus trabalhos, pretende mostrar que não há somente um tipo de beleza, imposto para muitas mulheres, mas que todas são bonitas em sua forma, independente de como seja. Para conhecer mais sobre o seu trabalho, acompanhe seu instagram: @georgina_ ars. 


Obras de Georgina Sarmento


IMAGENS DO SARAU - Para ver fotos e vídeos das edições do sarau, acesse o blog www.caimbe.blogspot.com.br,  curta a página www.facebook.com/coletivocaimbe ou siga o grupo no perfil www.twitter.com/coletivocaimbe.

Serviço
O que: Sarau da Lona Poética na Casa do Mike, com poesia, música e exposição de artes visuais.
Onde: Casa do Mike, rua 20, 409, bairro Dr. Silvio Botelho (entre a rotatória da Vila Olímpica e a avenida Nazaré Filgueiras).
Confira no Google Maps como chegar: http://bit.ly/1M24n6v
Quando: 28 de novembro (sábado), às 19h.
Quanto: entrada grátis.
Outras informações: 99111-4001 (Edgar Borges) e 981117043 (Mike Edwards).