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sábado, 29 de novembro de 2014

Coluna Rede Literária, edição # 122, de 29.11.14


PRÓLOGO
Salve, gente bonita!

Espero que curtam a coluna de hoje, feita no maior sono do mundo. Deve ser a proximidade do Natal, logo, logo ali. Se alguém quiser presentear-me com gibis ou livros ou action figures, é só avisar. Dou um abraço em troca.
Beijos interesseiros,

Edgar Borges
Mande notícias: culturaderoraima@gmail.com / edgarjfborges@gmail.com
Siga no twitter: @borgesedgar

POEMAS VISUAIS


Hoje voltamos com uma carga pesada depoemas visuais. Essas maravilhas que ilustram esta edição são todas do poeta Victor Az. Para ver muito mais dele, acesse http://concretismo.zip.net/ e se delicie.


 

CONCURSOS LITERÁRIOS

II Concurso de Contos "Domingos José Martins"
Informações:
I) Premiação: publicação em coletânea
II) Prazo: 30 de março de 2015
III) Regulamento: http://www.serraemares.com.br/academiadeletras



VI Concurso Literário Professora Edith Braga
I) Concurso de contos, crônicas e poemas
II) Premiação: publicação em coletânea
III) Prazo: 30 de Dezembro de 2014
IV) Regulamento: http://ajeb-ce.blogspot.com.br/2014/10/concorra-vi-concurso-literario.html

COLECIONADORES

Neste sábado (29) rola o I Encontro de Colecionadores de Roraima. Será ali na Livraria Saber, das 10h às 12h. A ideia é trocar/vender/exibir figurinhas, selos, cédulas, moedas, action figures, HQs etc. Curte o evento no Facebook e aparece com tuas coleções. Qualquer dúvida, liga para a Saber: 3224-6047.



VESTIBA

Galera que vai fazer o vestibular da UFRR neste domingo (30), se liga para não perder a chance de iniciar o curso superior: as provas serão aplicadas das 8h às 13h para Prova Integral e PSS/E3; e das 8h às 11h para PSS/E1 e E2. Cheguem, pelo menos, 60 minutos antes nos locais, que podem ser consultados na página http://ufrr.br/cpv/.

 

LUA E FLOR

Tem evento de graça na próxima terça (2). A UFRR vai promover, a partir das 19h, no Centro Amazônico de Fronteira do campus Paricarana, a sua Retrospectiva 2014 e um Grande Coro de Natal, com a apresentação do musical “Lua e flor, Amazônia”. É só chegar a curtir o espetáculo.






GABO

O acervo literário do escritor colombiano Gabriel García Márquez, falecido este ano, foi adquirido pela Universidade do Texas, que ficará responsável por duas mil cartas, um livro inacabado e materiais de seus romances.





CIRCO

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) publicou o resultado final do Prêmio Funarte Artes na Rua (Circo, Dança e Teatro). Ao todo foram contemplados 70 projetos em três módulos, sendo 35 prêmios de R$ 32,7 mil, 20 prêmios R$ 45 e 15 prêmios de R$ 60 mil. De Roraima, foi contemplada a Associação Artística Animação, com o projeto “Sou palhaço e não nego”.



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Funarte divulga quatro editais na área de Artes Visuais. Inscrições abertas até 18.06



A Fundação Nacional de Artes lançou  na sexta-feira, 2 de maio, quatro editais na área das Artes Visuais. São eles: XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia; Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais – 2ª edição; Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 7ª edição; e Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2014

As portarias foram publicadas nesta mesma data no Diário Oficial da União. As inscrições estarão abertas até o dia 18 de junho. 

Os recursos em premiações dos quatro editais chegam a R$ 3,3 milhões.

XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia

A 14ª edição do Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia vai selecionar 18 projetos, com prêmios no valor de R$ 53 mil para cada um dos contemplados. Os projetos no campo da fotografia deverão considerar as novas linguagens e suas diversidades, contemplar temas relevantes da sociedade contemporânea, nova produção fotográfica, a transversalidade da fotografia com as artes e com outras áreas do conhecimento, o diálogo com a educação, fortalecer a memória cultural brasileira e permitir a acessibilidade aos equipamentos e bens culturais.

O Prêmio está dividido em três módulos:
* Módulo 1: Projeto de livre criação fotográfica;
* Módulo 2: Projeto de documentação fotográfica do Brasil;
* Módulo 3: Projeto de produção de reflexão crítica sobre fotografia.

Podem se inscrever neste edital pessoas físicas e pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, atuantes na área das Artes Visuais. As inscrições deverão ser feitas somente por via postal, na modalidade SEDEX, ou outra forma de via postal expressa, com aviso de recebimento (AR). Outros esclarecimentos podem ser obtidos através do endereço eletrônico marcferrez2014@funarte.gov.br.

Acesse aqui, na página deste edital, a ficha de inscrição e demais documentos

Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais – 2ª edição

Este edital visa à seleção de dez projetos, a serem apresentados por proponentes do sexo feminino, em âmbito nacional. Podem ser consideradas ações a serem realizadas através deste Prêmio, atividades tais como: exposições, mostras, oficinas, intervenções urbanas, publicações, produção crítica e documental, e seminários. Cada contemplado receberá premiação no valor de R$ 70 mil.

O Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais – 2ª edição tem a expectativa de ampliar a geração do mercado de artes visuais no âmbito da produção feminina, bem como contribuir para o fortalecimento da memória artística e cultural brasileira, para a capacitação de artistas e técnicos, além da formação de público.

Inscrições – As inscrições poderão ser feitas somente pela internet, na plataforma SalicWeb. Para isso, os proponentes devem acessar o link http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/. Quem não é cadastrado deve, primeiramente, selecionar a opção “Não sou cadastrado”  e preencher a ficha cadastral. Em seguida, deve acessar o link de inscrição. No momento de escolher em qual edital vai se inscrever, o proponente deve selecionar a opção Editais de Premiação, depois, Artes Visuais e, em seguida, Edital Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais. Então, será possível visualizar o edital. 

O período de inscrições vai de 5 de maio até 23h59 do dia 18 de junho de 2014. Outros esclarecimentos podem ser obtidos através do endereço eletrônico mulheresnasartes2@funarte.gov.br.

Acesse aqui, na página deste edital, todos os documentos relacionados

Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 7ª edição

Este edital tem por objetivo incentivar as produções artísticas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentar a difusão e a criação das artes visuais, fortalecer a memória cultural brasileira, contemplar temas relevantes da sociedade contemporânea, novas linguagens, nova produção artística, permitir a acessibilidade aos bens culturais, além do compromisso com a formação de público.

A 7ª edição do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça vai contemplar seis projetos em três categorias: Módulo I, Módulo II e Módulo III. A premiação varia de R$ 100 mil a R$ 300 mil, de acordo com o módulo em que o proponente concorre. As inscrições deverão ser feitas somente por via postal, na modalidade SEDEX, com aviso de recebimento (AR). Outros esclarecimentos podem ser obtidos através do endereço eletrônico premio.mav2014@funarte.gov.br.

Acesse aqui, na página deste edital, a ficha de inscrição e demais documentos

Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2014

A terceira edição do edital Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais vai selecionar 14 projetos em todo o território nacional, sendo dez projetos na categoria A – ‘Criação Artística’; e quatro projetos na categoria B – ‘Produção Crítica’. Cada contemplado receberá a bolsa no valor de R$ 40 mil.

Este edital visa promover a seleção de projetos, em âmbito nacional, que resultem em ações, obras ou processos inéditos para apresentação pública, criando condições materiais para que profissionais da área desenvolvam seus trabalhos, além de valorizar a diversidade da cultura brasileira, em especial no que se refere a questões relevantes da produção artística contemporânea, como as novas linguagens, a experimentação, a transversalidade das linguagens artísticas e áreas do conhecimento, o diálogo com a educação, a democratização da cultura e a promoção do acesso aos bens culturais.

Inscrições – As inscrições poderão ser feitas somente pela internet, na plataforma SalicWeb. Para isso, os proponentes devem acessar o link http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/. Quem não é cadastrado deve, primeiramente, selecionar a opção “Não sou cadastrado”  e preencher a ficha cadastral. Em seguida, deve acessar o link de inscrição. No momento de escolher em qual edital vai se inscrever, o proponente deve selecionar a opção Editais de Premiação e, depois, Artes Visuais. Então, será possível visualizar o edital. Outros esclarecimentos podem ser obtidos através do endereço eletrônico bolsaav2014@funarte.gov.br.


Publicado originalmente na página da Funarte.

sábado, 8 de março de 2014

Coluna Rede Literária, edição # 87, de 08.03.14

PRÓLOGO

Para os desavisados, vale lembrar: hoje é um dia especial, escolhido para celebrar e homenagear a mulher, a melhor criação divina (se você for religioso) e melhor resultado da evolução (se você for um darwinista). Pensando nisso, pedimos a autores locais que fizessem poemas para elas, essas maravilhosas habitantes da terra (obrigado a quem mandou, antes que esqueça). É a nossa forma de agradecer por tudo o que fazem por nós, homens que muitas vezes as maltratamos física e mentalmente, comportando-nos como seres infelizes e desmerecedores de seu carinho e respeito.
Um beijo para as mulheres e um “lamento a tua existência” a quem as destrata,

Edgar Borges
Mande notícias: culturaderoraima@gmail.com / edgarjfborges@gmail.com
Siga no twitter: @borgesedgar

SOBRE AS ILUSTRAÇÕES DE HOJE

Todas as ilustrações desta edição são do artista italiano Alexsandro Palombo, que mexeu no imaginário dos contos de fadas, HQs e desenhos animados para mandar seu recado: basta de violência contra a mulher. Para ver mais obras dele, acessa www.humorchic.blogspot.com.br.

www.humorchic.blogspot.com.br


 SARAU

A boa de hoje é participar do Sarau da Lona Literária, organizado pelo Coletivo Arteliteratura Caimbé para celebrar a passagem do Dia Internacional da Mulher. A atividade é aberta a ouvintes e declamadores de todas as idades e gêneros e será realizada no gramado da praça do igarapé Mirandinha, bairro Caçari, ao lado da avenida Ville Roy. Chega lá, levando tua bebida, teu lanchinho e teu poema para interagir. A turma te espera das 17h30 às 20h. Mais detalhes em www.caimbe.blogspot.com.br.

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PROMOÇÃO PARA LEITORAS

A Livraria Saber fará neste sábado uma promoção muito legal: as primeiras 40 compradoras, independentemente do valor, receberão uma flor de chocolate em comemoração ao Dia da Mulher. A equipe da livraria também preparou uma estante com livros sobre temática feminina, questões de gênero, romance, conto e poesia. Chega e aproveita, que chocolate e atenção nunca estão em excesso.

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SARAU PRÓXIMA SEXTA

 Agenda aí outra atividade na Saber: sexta que vem, 14 de março, Dia Nacional da Poesia, a livraria vai promover um sarau no estabelecimento. As declamações e leituras poéticas começam às18h, com as portas abertas para todo mundo. A Saber fica ali na avenida Ville Roy, quase esquina com a Santos Dumont.

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DRAMATURGIA FUNARTE

O Prêmio Funarte de Dramaturgia/2014 vai contemplar 15 textos inéditos para teatro adulto nas cinco regiões do país. Em cada uma serão concedidas premiações de R$ 25 mil para o primeiro colocado, R$ 20 mil para o segundo e R$ 15 mil para o terceiro. O investimento total é de R$ 300 mil. A portaria  que institui o Prêmio foi publicada pela Fundação Nacional de Artes publicou no Diário Oficial da União de 19 de fevereiro de 2014. As inscrições vão até 7 de abril. Saiba mais no site www.funarte.gov.br.

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POEMAS PARA MULHERES NO DIA DA MULHER



MULHER

Dos seus olhos, nossas almas à postos.
Dos seus gestos, nossas vidas in-loco.
Nos seus braços, os amores em votos
No alpendre da majestade inócuo.

Do labor, a conquista emanada.
Da paciência, o dia avançado.
No sabor, a divindade gerada
No horizonte do sonho acendido.

Cada instante um estudo de caso,
Cada olhar o espelho da alma,
Cada suspiro um doce abraço,
E para cada stress... Calma.

Obra de Marvin França.

….........................................

Preta, branca, amarela, vermelha
há quem pretenda escondê-la
e em nome de ‘protegê-la’
prefere que ela se cale...

Mas meu nome é liberdade, é criação e poder
E eu grito um basta aos bastardos!

Pois tudo o que há nesse mundo
do Nobel ao vagabundo
do que se omite a aquele
que mete sua colher
todos, antes de ser algo
foram cozidos no caldo
das entranhas de mulher.


Poema de Elimacuxi
…......................................

MULHER

Mundo ventre mãe
Mulher coragem força
Sem rascunho, existe!
Sem esboço,  vive!
Perfeição!!
Vida voa altíssimo...
Deus em espírito nasce
Nasce com cabelo de mulher
Mares águas o infinito.
No seio leite amor
Doa-se a coração em dor
Dom de ser mulher
Dom de ser José
Dom de ser Maria
Dom de ser quem quer
Desarma todas as dificuldades
Inverdades, sujidades... idades
Entre filhos e filhas
Entre flores e ilhas
Sabe amar o homem
Educar o ser e...
Construir o mundo!

Poema conjunto de Artur Mesquita  e Aldair Ribeiro dos Santos

..................................................

ELE não seria capaz!
Vestir a carne do amor
com as sedas da beleza
e  desnudá-lo
através de um parto.
Por mais supremo ou divino,
todo ser tem sua gênese
no advento feminino.

Poema de Rodrigo Mebs

terça-feira, 28 de agosto de 2012

UFRR e Funarte realizam oficina de dança em Boa Vista

A partir desta quarta, 29 de agosto, estão abertas as inscrições para a Oficina “Ritos Contemporâneos da Dança em Roraima”. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Fundação Nacional das Artes – (Funarte-RJ).  A oficina tem o objetivo de promover a experimentação de danças que fazem parte do repertório de expressão do povo brasileiro, despertando no público-alvo suas potencialidades corporais, vocais e rítmicas. 

Visa ainda integrar e valorizar os saberes tradicionais pessoais e coletivos, em sintonia com a tradição local. A proposta é  incentivar a pesquisa, identificação, respeito e vivência do repertório simbólico das tradições populares e ancestrais da cidade de Boa Vista e Estado de Roraima.

A oficina terá carga horária de 20 horas e  será ministrada pela instrutora da Funarte-RJ, Daraína Pregnolatto, Diretora Geral do Grupo de Cultura Popular “Gaimbê” (Pirenópolis-GO). 

A oficina será realizada no período de 11 a 14 de setembro de 2012, no Centro de Desenvolvimento do Servidor (CDS-UFRR).

As atividades da Oficina iniciam na terça-feira (11/09) às 14h e terminam às 18h. Na quarta-feira (12/09), as aulas acontecem no período da manhã e da tarde (8h às 12h e das 14h às 18h). E na quinta-feira (13/09) e sexta-feira (14/09), as atividades acontecem somente no horário das 8h às 12h.

Para participar da oficina não é necessário ter experiência anterior em dança. Podem se inscrever alunos e servidores da UFRR e pessoas da comunidade em geral.

As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas na sala do Departamento de Cultura e Esporte (DCULTE), campus Paricarana, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h. O resultado das inscrições confirmadas será divulgado no dia 06 de setembro, no site da UFRR, no link da Extensão.

As atividades desta ação estão sendo coordenadas pela Pró-reitoria de Extensão (PROEX) por meio do DCULTE e da Coordenação de Assistência Estudantil da UFRR (CPE).

Sobre a oficineira - Daraína Pregnolatto é formada em Dança /Arte do Movimento por Maria Duschenes (introdutora do método Laban no Brasil – São Paulo), com quem conviveu e estudou de 1978 a 1991. Realiza, desde 1980, programas de dança /arte do movimento e danças populares brasileiras para crianças, adolescentes e adultos e de formação para professores nestas artes e outras áreas afins, em locais públicos e privados, tendo apresentado o resultado de seu trabalho em diversos locais do país. É autora do livro “Criandança – uma visita à metodologia de Rudolf Laban” - lançado em 2004 pela Edições Guaimbê. 

Fundou e coordenou grupos de danças populares brasileiras em São Paulo, Maranhão e DF e coordena atualmente em Pirenópolis (GO) a Flor de Pequi – Brincadeiras e Ritos Populares, recolhendo e difundindo a cultura popular brasileira. Foi Consultora do Instituto C&A de Desenvolvimento Social de 2003 a 2005, é Diretora Geral da Guaimbê – Espaço e Movimento Criativo, ONG que se dedica à educação comunitária e Coordenadora do Quintal da Aldeia, sede da entidade em Pirenópolis. É formada em Terapia Comunitária pelo MISMEC DF - Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF: O SETOR DO LIVRO, LEITURA E LITERATURA PEDE PROVIDÊNCIAS

Senhora Presidenta,


Os que assinam esta Carta Aberta o fazem por entender que se esgotaram todas as possibilidades de mudanças nos rumos das políticas voltadas para a área do livro, leitura e literatura no âmbito do MinC (Ministério da Cultura) e FBN (Fundação Biblioteca Nacional). Para nós, é necessário que a Senhora, como leitora e incentivadora destas políticas, conheça de perto o real quadro deste importante e fundamental setor para a construção de uma nação realmente desenvolvida e independente.

Antes de expor nossos argumentos, é importante salientar que as pessoas que assinam este documento militam na área de cultura e foram, em sua maioria, defensoras de sua eleição. O principal motivo que nos levou a apoiá-la, além de outros avanços nas diversas áreas do país, foi o gigantesco salto dado pelo Brasil na construção de uma política de cultura como política de Estado nos dois governos Lula e, mais especificamente, os enormes passos dados na construção de uma política voltada para o livro, leitura e literatura, visando responder a enorme dívida social que o Estado Brasileiro tem com sua sociedade: o nosso grande déficit de leitores.

A Senhora representava a manutenção deste projeto e sua grande possibilidade de fazê-lo avançar ainda mais. Estávamos todos entusiasmados com o momento que o país vivia e confiantes de que o projeto político-cultural seria mantido. Sabíamos que ajustes eram necessários, mas também sabíamos que a manutenção da base e do caminho trilhado até sua posse seria o mais coerente.

Senhora Presidenta, não vamos aqui detalhar os problemas enfrentados na gestão da ministra Ana de Holanda, que vem recebendo muitas críticas de setores que sempre apoiaram os rumos das políticas culturais do Governo Federal desde a posse do ex-presidente Lula. Vamos nos limitar a analisar as questões relacionadas às políticas para o livro, leitura e literatura.

Desgoverno e propaganda
Senhora Presidenta, todo o problema na área do livro, leitura e literatura começou com a intervenção anti-democrática do senhor Galeno Amorim, nomeado presidente da FBN no início de 2011, que se dedicou a desmontar estruturas importantes em nosso setor, a desmobilizar o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e a retroceder em conquistas fundamentais, tudo em função de uma desastrosa centralização das políticas na Fundação Biblioteca Nacional.

Alertas para os problemas que trariam estas manobras, diversas moções e recomendações, além de correspondências encaminhadas à ministra Ana de Holanda, e ao presidente da FBN, Galeno Amorim, foram redigidas e manifestadas no âmbito do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e do Conselho Nacional de Política Cultural, instâncias do MinC para a participação da sociedade civil. Infelizmente, estas manifestações foram ignoradas.

A centralização das políticas para o setor em um único organismo, a Fundação Biblioteca Nacional, provocou o maior retrocesso que a área viu desde que se iniciou a implantação das políticas públicas para o livro, leitura e literatura. A Diretoria do Livro, Leitura e Literatura - DLLL, que funcionava vinculada à Secretaria de Articulação Institucional do MinC, passou a ser subordinada à FBN e iniciou-se um claro processo de desmonte de sua estrutura.

É preciso salientar que a conquista desta diretoria na estrutura do MinC representou grandes avanços para o setor. Sua mudança de subordinação administrativa gerou um intencional rebatimento político negativo com a paralisia de vários projetos como o PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) e de uma mudança prejudicial no foco das políticas: antes voltadas para a formação de leitores e agora curvada ao comércio de livros, para atender alguns interesses imediatos do mercado editorial.

Esta mudança de foco atende a demandas antigas do mercado, mas é contraditória à medida que reduz os investimentos nos eixos estruturantes das políticas do setor: a criação literária e a formação de leitores, reduzindo o papel do Estado a agenciar políticas para a formação de uma imensa massa de novos consumidores, atendendo ao apetite desmedido do mercado.

Não temos posição contrária a políticas que dinamizem a indústria e o mercado editorial. O que questionamos é o que se nos revela como miopia política pela inversão de valores: a priorização dos interesses imediatos do mercado, em detrimento justamente das dimensões que dão lastro, sentido e qualidade às políticas públicas nacionais do livro, leitura e literatura: a Formação de Leitores. O que questionamos é a ênfase no livro como mera mercadoria e no leitor como simples consumidor desta mercadoria – e não como cidadão com direito universal de acesso ao conhecimento.

Para comprovar esta mudança de foco, fizemos um rápido levantamento dos investimentos feitos em 2011 e algumas comparações com 2010:

A FBN/MinC investiu no ano passado cerca de R$ 40 milhões no Livro Popular, um projeto para resolver as questões impostas pelo mercado, mais cerca de R$ 4 milhões em feiras do livro, contra apenas cerca R$ 6 milhões em leitura e pouco mais de R$ 2 milhões em fomento à literatura, ainda assim, parcialmente executadas e às custas do congelamento de políticas de sucesso implementadas pelo próprio MinC, e seus órgãos subordinados, como a Funarte, de 2007 para cá.

Em 2010 estavam aprovados e orçados no Fundo Nacional de Cultura (com editais com pareceres favoráveis) R$ 30 milhões para a área do livro, leitura e literatura. O único edital executado foi o de R$ 3 milhões para as pequenas e médias livrarias (que se insere nas demandas do mercado, apesar de o defendermos como de extrema importância, pois está vinculado à promoção cultural nestes espaços, que enfrentam a concorrência desigual das grandes redes). Os demais editais, todos voltados para a formação de leitores, mediadores e área literária foram ignorados pela nova gestão da FBN.

Vale ressaltar que o edital das livrarias foi aberto antes de o senhor Galeno Amorim assumir a FBN (em janeiro de 2011) e concluído a partir de uma pressão exercida pelo Colegiado, demanda assumida pelo secretário de Articulação Institucional do MinC, Luiz Roberto Peixe, e pelo então diretor da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, Fabiano Santos Piúba.

Segundo dados da própria FBN, é possível apurar os seguintes números orçados para a ação das políticas do livro, leitura e literatura em 2011, ainda que não saibamos da sua real execução:

LIVRO
- Edital para compra do Livro Popular: R$ 36,9 milhões
- Gestão do Livro Popular: R$ 1,5 milhão
- Circuito de Feira de Livros: R$ 3,3 milhões
- Gestão e execução do programa Livraria Popular: R$ 2 milhões
- Feira de Frankfurt: R$ 1 milhão
Total: R$ 44,79 milhões

Cabe ressaltar um dado grave: o montante destinado ao Edital de Compra dos Livros Populares é resultado de uma emenda parlamentar do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) que deveria ser executada com a finalidade de modernizar e implantar bibliotecas.

BIBLIOTECAS
- Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas: R$ 2,065 milhões
- Modernização da Biblioteca Estadual do RS: R$ 2,362 milhões
- Kits de Modernização de Bibliotecas Municipais: R$ 4,319 milhões
Total: R$ 8,746 milhões

LITERATURA
- Internacionalização: R$ 1 milhão
- Bolsas de Tradução: R$ 256 mil
- Caravana de escritores: R$ 1 milhão
Total: R$ 2,256 milhão
1. O presidente da FBN chegou a anunciar R$ 1 milhão para o programa de tradução, mas foram investidos apenas R$ 256 mil.
2. Não há clareza sobre o que significa o item orçamentário “Internacionalização”
3. O programa de Caravana de Escritores ainda não saiu do papel.
Ou seja, o investimento real em literatura, na verdade, se resumiu a pouco mais de R$ 1 milhão.

LEITURA
- PROLER (Cidadania e Leitura): R$ 2,1 milhões
- Agentes de Leitura: R$ 2,84 milhões
- PROLER (Formação de mediadores): R$ 912 mil
- Pontos de Leitura/Quilombolas: R$ 300 mil
Total: R$ 6,152 milhões

Vale lembrar que:

1. As ações do ProLer foram orçadas em 2010.

2. No programa Agentes de Leitura, havia R$ 5 milhões aprovados pela Comissão Nacional do FNC, mas a direção da FBN retirou R$ 2,16 milhões para o Programa Livro Popular, reduzindo para quase a metade as possibilidades de investimentos no principal programa formador de leitores do país.

3. A FBN coloca na conta cerca de R$ 7 milhões de restos a pagar de 2010 do Mais Cultura do MinC para convênios com os Estados e com as Prefeituras.

O resumo, SENHORA PRESIDENTA, é que para 2011 foram prometidos os seguintes blocos de investimentos, ressaltamos, sem o aval do Colegiado Setorial, e que caracteriza bem a mudança de foco do MinC/FBN nas políticas do livro, leitura e literatura:

- Livros: R$ 44.792.000,00
- Bibliotecas: R$ 8.746.000,00
- Literatura: R$ 2.256.000,00
- Leitura: R$ 6.152.000,00

Em torno de 76% voltados para ações de livros e em torno de 60% desse orçamento para a compra exclusiva de livros. A justificativa para os investimentos em compra de livros pode até ser a de que beneficiarão as bibliotecas, mas uma rápida análise comprova que a necessidade de nossas bibliotecas está muito além da simples renovação de seus acervos, sendo muito maior a necessidade de qualificação e ampliação de seus quadros profissionais (mediadores de leitura), a modernização de seus espaços, a presença de escritores dialogando diretamente com o público e sua transformação em verdadeiros centros culturais e não apenas meros depósitos de livros. Cabe ressaltar ainda que esta compra de livros populares, em boa parte, é feita a partir de estoques não vendidos das editoras (ou seja, edições antigas).

Outro investimento paralisado em 2011 (este não se trata de valores, mas sim de vontade política), definido como prioridade pela no processo da II Conferência Nacional de Cultura e pelo Colegiado Setorial, trata da institucionalização das Políticas:

- Instituto Nacional de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas
- Lei do Plano Nacional de Livro e Leitura
- Fundo Setorial Pró-Leitura

Há ainda os editais não executados em 2011, previstos no Fundo Nacional de Cultura em 2010:
1) Edital Todos pela Leitura - R$ 11 milhões
2) Edital Cidades de Leitores – R$ 3 milhões
3) Edital de Bolsa de Criação, Difusão, Formação e Intercâmbio Literário - R$ 10 milhões
4) Edital de Produção e Circulação de Periódicos Literários - R$ 3 milhões

Todos estes investimentos garantiriam R$ 14 milhões a mais nos programas de formação de leitores e outros R$ 13 milhões na área de literatura. A FBN/MinC subtraiu esses recursos para direcioná-los todos a compra de livros.

Vale lembrar ainda neste item, que em 2010 foram investidos R$ 4 milhões da Funarte nas Bolsas de Criação e Circulação Literária, programas que foram interrompidos em 2011 (ou seja, mais uma redução no investimento em literatura), com a promessa de retornarem em 2012. Este investimento foi interrompido por interferência direta da presidência da FBN, que gestionou para que estas bolsas fossem retiradas da Funarte.

PNLL – Plano Nacional do Livro e da Leitura
O PNLL é nosso documento de referência, não só por consolidar os grandes eixos do corpo das políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas, mas por ser fruto do esforço dialogado entre governo e sociedade civil, e por ter sido, senão o primeiro, um documento de referência nas políticas culturais, inspirador para outros setores da cultura desencadearem o processo de elaboração de seus respectivos Planos.

A sistematização desse rico processo e seu grau de reconhecimento está bem posta no prefácio do José Castilho Marques Neto, ex-secretário Executivo do PNLL, na publicação PNLL Textos e História: 2006-2010, quando afirma que:
“Com o PNLL e seu desdobramento nos Planos Estaduais e Planos Municipais de Livro e Leitura, que já começam a acontecer desde 2009 em muitos cantos do país, o Brasil pode afirmar que está próximo de conquistar uma Política de Estado para a leitura.

O Brasil alcançou com o PNLL um patamar político e conceitual que é imprescindível para se consolidar uma Política de Estado para o setor, isto é, o desejado consenso entre governo e sociedade tanto no diagnóstico do que é preciso fazer quanto nos objetivos a alcançar para se tornar um país de leitores.

A obtenção deste consenso foi o que mais projetou o PNLL para os países ibero-americanos, tornando-o referência para muitos dos planos de leitura que também se desenvolvem nos países irmãos do continente americano e no mundo ibérico.
Os entrelaçamentos conceituais e práticos da ação do Estado com a sociedade e a indissociabilidade entre a cultura e a educação na formação de leitores são pontos referenciais que o PNLL do Brasil possui e foram intensamente debatidos e assimilados como necessidade da política pública de leitura em inúmeros foros internacionais”.

O PNLL está paralisado desde a saída do então secretário-executivo, José Castilho, em abril de 2011, o que torna o quadro das políticas para o livro, leitura e literatura ainda mais desalentador. Somente em dezembro de 2011 foi nomeada a professora Maria Antonieta Cunha, para substituí-lo. Para piorar a situação, dois meses depois Antonieta foi anunciada como nova titular da DLLL, deixando novamente acéfala a direção do PNLL.

Com a demora na nomeação da substituta do Castilho, a insegurança política gerada e o desmantelamento da equipe, o Plano ficou um ano praticamente paralisado. Em 2010 havia cerca de 700 municípios cadastrados. Além de não haver registro confiável da ampliação dos planos municipais em 2011, o DLLL não consegue monitorar o andamento dos Planos municipais e estaduais em curso.
O aspecto mais transparente desta paralisia pode ser resumido em três exemplos: desde abril de 2011 o site do PNLL não é atualizado, desde dezembro de 2010 não é expedido o boletim semanal do Plano e em 2010 foram realizados quatro cursos para gestores de PELLs e PMLLs, enquanto em 2011 somente um até março e outro iniciado em abril.

AGENTES DE LEITURA
Em 2011 foram formados 164 agentes de leitura nos municípios de São Bernardo do Campo (SP), Nilópolis (RJ) e Canoas (RS).
Os dados do MinC informam que até 2010 existiam convênios que garantiam a ação de 3.877 agentes de leitura em todo o país, divididos entre 9 governos estaduais, 16 municipais e três consórcios intermunicipais.
Fundo Pró-Leitura e Sistema Nacional de Bibliotecas
Outra situação grave, que vale ressaltar sempre, é o completo desaparecimento de pauta do Projeto de lei de criação do Fundo Pró-Leitura (projeto que vinha tramitando com pareceres técnicos e jurídicos consolidados dos ministérios da Cultura, Educação, Planejamento, mas sobretudo da Fazenda, que redigiu a forma e estrutura da Contribuição Social).

Esse projeto surgiu a partir da desoneração fiscal em 2004, pelo Governo Lula, do PIS/COFINS/PASEP para editoras, livrarias e distribuidoras. Em contrapartida, estes setores do mercado editorial se comprometeram e assinaram documentos em torno do compromisso de contribuir com 1% do faturamento anual para o Fundo Pró-Leitura. Os impostos que foram reduzidos a alíquota zero pelo Governo Federal impactavam em média 9% do faturamento da cadeia produtiva. Este processo nunca foi concluído, sempre sofreu oposição do setor produtivo e, coincidentemente com a entrada do referido atual presidente da FBN no gerenciamento das políticas, o debate desapareceu.

Por último, neste arrazoado de informações, também ficou esquecido o projeto de fortalecimento ou revitalização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Apesar dos anúncios de investimentos em bibliotecas, o cenário beira o descaso quando se trata de bibliotecas municipais. Basta analisar o Censo Nacional de Bibliotecas Públicas.

Senhora Presidenta,
quando sistematizamos as informações referentes ao exercício de 2011, fica claro quais foram as prioridades desta gestão. Não somos oposição a este governo, muito pelo contrário, trabalhamos muito, vidas inteiras, para ajudar este projeto a ser implementado no País. Por isso é muito triste ver os rumos tomados pelo MinC/FBN em sua gestão.

É grande a ideia do PNLL: construir programas de base para a formação de leitores, valorizando os agentes de leitura e a centralidade da biblioteca; fomentando a nossa produção literária e a formação de educadores-leitores. O avanço seria inestimável se tudo isso continuasse no mesmo rumo, e o setor do livro, leitura e literatura daria uma contribuição imensa para a formação da base da nação que tanto sonhamos e tanto desejamos.

Sem o devido investimento em leitores, literatura e livros, jamais daremos o salto de que somos responsáveis: a proteção, garantia e efetivação do Direito Humano de toda a população brasileira ao seu pleno desenvolvimento cultural, educacional, econômico e social, onde o desenvolvimento das práticas leitoras exerce um papel estruturante.

Antônio Cândido, um dos nossos grandes intelectuais, que tanto reflete sobre a literatura como Direito Humano, afirma que esta é “fator indispensável de humanização” e “confirma o homem (o ser) na sua humanidade”, palavras que dialogam com as de Vargas Llosa, quando afirma que “a cultura, a literatura, as artes, a filosofia, desanimalizam os seres humanos, ampliam extraordinariamente seu horizonte vital, atiçam sua curiosidade, sua sensibilidade, sua fantasia, seus apetites, seus sonhos, e os tornam mais porosos à amizade e ao diálogo”.

Portanto, a prioridade na consolidação da política pública do livro, leitura e literatura, como política de Estado e com foco primordial na formação de leitores, na qualificação/ampliação de seus espaços e profissionais e no fomento à criação literária, é fundamental para a formação de sujeitos atuantes na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, pautado nos princípios da justiça e da igualdade.

Por isso, Senhora Presidenta, é que apelamos para sua atenção ao assunto, já que, como salientamos no início deste documento, todas as tentativas de diálogo da sociedade civil com o Ministério da Cultura resultaram em frustração e desmonte de um trabalho construído ao longo de anos.

Nossas melhores saudações democráticas, 


Nilton Bobato, escritor e professor. Representante da Região Sul no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e membro titular do Conselho Nacional de Política Cultural/CNPC.
Edgar Borges, escritor e jornalista. Representante da Região Norte no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Ademir Assunção, escritor e jornalista. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura
Rogério Barata, pedagogo, formador de professores-leitores, contador de histórias. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Mileide Flores, livreira. Representante da Região Nordeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e coordenadora do Fórum de Literatura, Livro e Leitura do Ceará.
João Castro, poeta. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e presidente da União dos Escritores da Amazônia.
Izaura Ribeiro Franco, escritora e editora. Representante da Região Centro-Oeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Nêmora Rodrigues, bibliotecária. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia.
Almir Mota, escritor, editor e produtor cultural. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Jasmine Malta, professora mestra da Universidade Federal do Piauí. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Produtiva.
Kelsen Bravos, professor, editor e escritor. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora.
Benita Prieto, contadora de histórias e produtora cultural. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora. 
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Fique à vontade para divulgá-la em seu site, blog ou perfis das redes sociais!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cia. do Lavrado estreia Apenas um blues e uma parede pichada


A Cia. do Lavrado estreia no próximo sábado (13) a temporada do espetáculo Apenas um blues e uma parede pichada, que conta a história de Black e Free, duas jovens em conflito com a sociedade que resolvem tentar mudar o rumo de suas vidas.
A peça será encenada sempre às 20h30 no Teatro Jaber Xaud (Sesc Mecejana), nos dias 13, 14, 20, 21, 27 e 28 de agosto e 3, 4, 10, 11, 17 e 18 de setembro. Ingressos a R$ 14 e R$ 7. Censura: 16 anos.
O texto é do ator e diretor Marcelo Perez. Foi escrito a partir da observação do autor de um fenômeno social, que hoje é considerado uma questão de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde: o suicídio entre jovens.
Em 2008, Perez inscreveu o projeto Apenas Um Blues e uma Parede Pichada no Edital Bolsa de Estímulo à Criação Artística – Dramaturgia, da Fundação Nacional de Artes - Funarte, que contemplou sua ideia de criar um texto sobre esse tema.
Em maio de 2010, a Cia. do Lavrado realizou a leitura dramatizada do texto no Teatro Jaber Xaud. No mesmo ano, o Projeto de Montagem do espetáculo foi contemplado no Programa Microprojetos Mais Cultura – Amazônia Legal, também da Funarte.

A peça - Black quer ser uma cantora de Blues, mas vive atormentada pelos planos de sua família, que sonha transformá-la em uma cantora Gospel. Free quer ser uma artista plástica. Deseja mudar as cores do mundo. Para driblar a indiferença que encontra em seu caminho, ela ataca os muros da cidade com suas tintas.
"Em um sistema adoecido, veloz e completamente individualista, a opressão nas relações sociais pode gerar consequências jamais desejadas e transformações jamais esperadas em uma sociedade. O processo exaustivo da afirmação de suas identidades não deixa muitas escolhas para essas jovens outsiders, que encontram no limite o início de uma nova vida", conta o autor.

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Marcelo Perez
Elenco: Joice Leó e Madalena Vaz
Cenário: Lívia Dourado e Marjorie Brilhante
Figurino: Bruma Sá
Desenho de Luz: Renato Barbosa
Trilha Sonora e Operação de Luz: Marcelo Perez
Operação de Som: Kleber Medeiros
Desenho de Arte: Enilton Pereira
Contra-regra: Marcelo Freitas
Produção: Marcelo Perez
Informações: 9138-9481
APOIO: Tulipa Restaurante, LB Construções, Brasmol, Shop Som, Sesc RR e Governo de Roraima.
Saiba mais sobre a Cia. do Lavrado em seu site.

sábado, 6 de agosto de 2011

Cia. do Pé Torto estréia O Solitário




Neste sábado e domingo (6 e 7/8) tem teatro em Boa Vista com a estréia do novo espetáculo da Cia. do Pé Torto. “O Solitário” é baseado no conto homônimo do escritor uruguaio Horacio Quiroga. As apresentações começam às 20h, no subsolo do Palácio da Cultura, com ingressos a R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).

A peça faz parte da pesquisa teatral iniciada pelo grupo em maio do ano passado, tendo como base os contos A Galinha Degolada, O Solitário e O Travesseiro de Penas, todos de Horacio Quiroga. O trabalho resultou no Projeto En Cómodos, contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2010, fomentado pela Fundação Nacional das Arte (Funarte) e Governo Federal.

A proposta é que cada conto seja transformado em uma peça. O Solitário é o segundo espetáculo do projeto e será dirigido pelos atores Baronso Lucena e Cora Rufino.

O monólogo apresenta Kassin, um joalheiro que vive um drama em sua relação matrimonial. A história do personagem, de acordo com o grupo, é vivenciada pelo espectador, que divide suas alegrias e dores em um espetáculo intimista, utilizando uma maneira mais simples e simbólica de construção teatral, trabalhando com pequenos objetos e iluminação alternativa.

A ficha técnica do espetáculo conta com Gabriely Tavares, que assina a maquiagem e o figurino e Vito Souza na sonoplastia.

Conheça mais sobre a Cia. do Pé Torto no site do grupo.

sábado, 7 de maio de 2011

Retratos de uma caminhada literária

O Coletivo Arteliteratura Caimbé publica em seu blog que finalmente conseguiu subir as fotos da viagem a Campo Alegre e Vista Alegre, realizada no dia 28 de abril, para mais uma atividade do Projeto Caminhada Arteliteratura na área indígena São Marcos.

Foi um dia muito legal, com contação de histórias, declamação de poemas, oficinas, exposição fotográfica e muitas perguntas aos escritores Eroquês Guadério e Alexia Linke.




Confere as fotos no blog do projeto, um dos selecionados pela Bolsa Funarte de Circulação Literária 2010.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Campanha de coleta de livros para comunidades indígenas

Começamos hoje uma ação que não estava prevista no projeto aprovado pela Funarte mas atende plenamente à essência da Caminhada Arteliteratura. É uma campanha de coleta de livros para doar às comunidades que vamos visitar.

No embalo, montaremos a biblioteca comunitária do Coletivo Caimbé.

Mandei um e-mail para alguns contatos e já obtivemos, logo cedo duas boas respostas.

A primeira foi de Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura. Via Biblioteca Nacional, vai mandar cinco kits contendo 70 livros cada. Muito bacana. Aliás, se você quiser sobre sobre as ações do MinC, que tal visitar o site dele? Informação é bom.

A segunda foi de Patrícia Velho, diretora do Museu Integrado de Roraima. Ela já estava querendo fazer uma campanha assim e decidiu juntar-se a nós. O museu vai ser ponto de coleta também.

Hoje à noite já vou pegar uma caixa de livros na casa de uma doadora. Muito legal essa receptividade das pessoas.

Abaixo, copio o e-mail que mandei. Caso você, nobre internauta, não tenha recebido, o pedido está aí, já com o novo ponto de coleta.
Abraços e esperamos sua colaboração.
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Como se diz por aí, poderia estar roubando ou matando, mas estou aqui somente para pedir-lhe que contribua com a campanha de arrecadação de livros de prosa e poesia que serão doados a moradores de Boa Vista e de quatro comunidades indígenas do Território da Cidadania das áreas indígenas São Marcos e Raposa-Serra do Sol – Roraima.

Um livro basta. O material sera entregue em abril e maio, durante a realização do projeto Caminhada Arteliteratura, selecionado pela Funarte na Bolsa de Circulação Literária 2010.


Os livros vão complementar a entrega de uma cesta literária formada por 15 publicações de autores roraimenses. A intenção é que a iniciativa fortaleça e amplie as bibliotecas escolares ou comunitárias já existentes nas comunidades indígenas.

Como parte deste projeto, o Coletivo Arteliteratura Caimbé realizará rodas de leitura nas comunidades, complementadas com sessões de artes plásticas e repasse de técnicas de produção de massa de modelar caseira. As atividades serão gratuitas e abertas a todas as idades.

BOA VISTA - 20% dos livros arrecadados serão destinados à implantação de uma biblioteca comunitária no bairro Jardim Caranã, zona oeste de Boa Vista, no mesmo endereço onde funciona a Casa Cultural do Coletivo Caimbé, na rua Z, número 76. A previsão é que comece a funcionar no primeiro semestre deste ano, beneficiando a comunidade da região.

Dito tudo isso, espero a sua contribuição.

Se for o caso, me liga que vou pegar (9111-4001).

Temos três pontos de arrecadação em Boa Vista:

1. Livraria Saber, na avenida Major Willians,Centro (ao lado da panificadora Goiana)

2. Centro Multicultural da Orla Taumanan, rua Floriano Peixoto, Centro.

3. Museu Integrado de Roraima - Parque Anauá.

Qualquer coisa, manda pelos Correios que eu recebo tudo aqui:

Edgar Borges
Rua da Gravioleira, 556, Paraviana, Boa Vista, RR
69307-230

Conto com sua colaboração. Um livro basta, repito.

Abraços e um fantastico 2011, cheio de prosa, poesia e muitas conquistas.

P.S.: sem querer ser chato, neste momento vamos dispensar as doações de revistas velhas e livros didáticos.

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O projeto Caminhada Arteliteratura foi um dos contemplados pela Bolsa de Circulação Literária da Funarte e Ministério da Cultura.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cia. do Lavrado em Bonfim e Normandia no final de semana



O grupo teatral Cia. do Lavrado apresenta nos dias 29 e 30 de janeiro o espetáculo A FARSA DO ADVOGADO SILVA E SANTOS nos municípios de Bonfim e Normandia.


Esta é a reta final da itinerância pelo estado de Roraima que teve início no dia 07/09/2010, no município de Mucajai.

Depois de Bonfim e Normandia, a trupe se apresenta dia 05 de fevereiro em Uiramutã.

No dia 12/02 encerrará as atividades em Boa Vista, na Praça das Águas, às 20h30.


O projeto conta com a parceria do Tulipa Restaurante e foi montado com recursos do Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro. Para saber mais, acesse o
site do grupo.



A turma já entrou de cabeça nos ensaios do espetáculo SE MEU PONTO G FALASSE, que tem estréia prevista para o fim de março.

Conforme o ator e diretor Marcelo Perez, este é um projeto do Grupo Malandro é o Gato, que buscou parceria com a Cia. do Lavrado.

"Tá muito bom o processo todo. A troca é diária. Estamos crescendo. O texto é divertido e as atrizes (Graziela Camilo e Marisa Bezerra) são ótimas. Falamos a mesma língua. Não perdemos tempo. O texto é de Júlio Conte, Heloísa Migliavacca & Patsy Cecato. Este espetáculo está em cartaz há mais de 13 anos", diz Marcelo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Levando literatura às comunidades indígenas de Roraima

A turma do Coletivo Arteliteratura Caimbé, do qual faço parte, iniciou as atividades do projeto Caminhada Arteliteratura, contemplado em 2010 com a Bolsa de Circulação Literária - Funarte/Ministério da Cultura.
O blog do projeto já está no ar. É clicar aqui e acompanhar direto as notícias.
A seguir, um relato de Zanny Adairalba sobre a viagem inicial às comunidades indígenas do Baixo São Marcos.


Diário de caminhada - 15 de Janeiro de 2011

Acordamos cedo esta manhã. Para chegarmos às comunidades, além de carro, teremos que fazer uso de uma balsa para a travessia do rio Uraricoera. Água, blocos de anotações e câmeras fotográficas no carro e pronto. É hora de pegar a estrada.




Saída de Boa Vista rumo à região do Passarão, passagem obrigatória para chegar ao Baixo São Marcos. A cidade fica para trás. Daqui para frente, só natureza!


Passando pela Serra da Moça, onde fica uma comunidade indígena, mas ainda não pertencente aos Territórios da Cidadania.


Primeira parada.



São 8 da manhã e perdemos a balsa. Agora é esperar seu retorno.



Um pescador chegando pelo rio Uraricoera. A cena relata a poesia viva do cotidiano Amazônico.


Depois de uma hora e meia de espera, o motor do rebocador avisa que vamos partir. Todos a bordo parecem bem à vontade. Menos eu, que sempre gostei de manter meus pés em terras bem firmes.





Chegamos em Campo Alegre, uma comunidade fundada em 1982 que hoje possui 203 habitantes, 2 escolas (uma estadual e outra municipal) e um micro-hospital em processo de construção.

Os moradores indicam onde podemos encontrar o Tuxaua, Sr. Jadir, e seguimos a seu encontro. Mais à frente avistamos um senhor sentado à sombra de um galpão de palha, com seus pertences de trabalho (bolsas, canetas e papeis) numa mesa de madeira, anotando numa planilha de planejamento todas as atividades da comunidade para 2011.



Nos apresentamos e Edgar começa a descrever como serão realizadas as atividades.
“Acredito que esse projeto será muito importante para nós. É a primeira vez que teremos uma ação como esta aqui dentro da comunidade”, diz seu Jadir, que antes de assumir a posição de Tuxaua trabalhou 26 anos como professor.

Evento marcado, seguimos em direção à comunidade Vista Alegre, percorrendo mais 28 km de estrada de piçarra.


Na comunidade, de 530 habitantes, fomos recebidos pelo 2º Tuxaua, o Sr. Zildo, que também exerce a profissão de professor e nos falou sobre trabalhos realizados pelos moradores e outros projetos que beneficiam a comunidade.


Após apresentação do projeto, marcamos o dia para a realização do evento, recebido com entusiasmo pelo Tuxaua.

Deixamos a comunidade Vista Alegre depois do meio-dia.




Pegamos a RR-319 em direção a Boa Vista cansados mas já com aquela sensação de início de missão cumprida. Conversando sobre os pontos fortes da viagem,
Edgar questiona o que mais chamou minha atenção nesse primeiro contato. Sem sombra de dúvidas, a seriedade no tratar sobre a melhoria da comunidade e o senso de responsabilidade presente nos dois administradores (tuxauas), foi algo que me deixou impressionada.

Bons ventos levam os pássaros. Esperamos que à nossa caminhada também.