sábado, 21 de fevereiro de 2015

Coluna Rede Literária, edição # 131, de 21.02.15

PRÓLOGO

Nessa batida da ressaca pós-carnaval, com uma demolição do patrimônio histórico no meio, e apenas dois dias de trabalho útil, chegamos sãos e salvos a mais um final de semana na capital mais destrutiva da região Norte.

Beijos derrubadores,

Edgar Borges
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ONCINHA




Cristino Wapichana comemora a publicação de mais um livro dedicado ao público infantil: A Oncinha Lili. Destinado a crianças a partir de dois anos, a obra saiu pela Editora Edebe e foi Ilustrada por Águeda Horn. Se se interessar, busca o Cristino no Facebook e faz o teu pedido que ele manda direto do Rio de Janeiro. O lançamento oficial ainda não foi definido.

 



Casa da Cultura

CHECK-LIST CULTURAL DA DEPRESSÃO – A ATUALIZAÇÃO




Em dezembro de 2014, as coisas estavam assim em Roraima:
1.       Casa da Cultura: fechada
2.       Intendência: fechada
3.       Centro Multicultural da Orla: fechado
4.       Teatro Carlos Gomes: fechado
5.       Museu Integrado de Roraima: fechado
6.       Biblioteca municipal: fechada
7.       Biblioteca estadual: só funciona em horário comercial e não abre aos finais de semana... Quase fechada, então.
8.       Galeria do anfiteatro do parque Anauá: fechada
9.       Bibliotecas dos municípios: quase todas fechadas
10.   Prédio antigo da Secretaria Estadual de Educação: abandonado

Agora, desde a segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015,  devemos fazer um acréscimo:
11. Prédio histórico do Hospital Nossa Senhora de Fátima: destombado e demolido.


QUESTIONAMENTOS SOBRE DEMOLIÇÕES E DESCASOS




1)      Com tantas descobertas de técnicas de arquitetura e engenharia, será que nenhuma conseguiria segurar as paredes do prédio do Hospital Nossa Senhora de Fátima em pé?
2)      A Diocese de Roraima não poderia ter buscado recursos ou parcerias que viabilizassem uma ação de recuperação do prédio que ela abandonou e deixou se acabar?
3)      Por que ninguém valoriza a memória histórica da cidade?
4)      Incompetência e má vontade são requisitos básicos para trabalhar na área do patrimônio histórico e da cultura em Roraima?



5)      O que aconteceria se os gestores que solicitaram e autorizaram a destombamento, e indiretamente aprovaram a demolição do prédio, fossem governar cidades como Cuzco? Em menos de um ano tudo já estava no chão ou demorava mais um pouco?
7)      Muitas pessoas não liguam para o patrimônio histórico da cidade, sob a alegação de que se está caindo é melhor derrubar para fazer algo que dê resultados para a vida da população. Talvez nas férias viajem para a Europa e nos passeios pelas vielas cheias de casas medievais digam: já pensou se no Brasil a gente tomasse conta de nossa história como os europeus?
8)      Qual será o próximo prédio importante a cair?



LINGUAGEM E CULTURA REGIONAL

A UFRR realizará em março o IV Simpósio Internacional de Estudos de Linguagem e Cultura Regional, com o tema Linguagem, Sociedade e Ensino. Alunos e professores de pós-graduação podem submeter, até 8 de março, resumos com os seguintes eixos temáticos: arte e cultura regional; linguagem e identidade; língua em contato; literatura regional amazônica, caribenha e latino-americana. Os trabalhos e pedidos de mais informações devem ser enviados para o e-mail ppgl@ufrr.br.

COMPRE CONTOS

Pessoas bonitas, este é o meu livro. Se quiserem, passem nas livrarias Saber ou UFRR para comprar ou então peçam por e-mail. O blog do livro, caso queiram saber mais da obra: http://livrosemgrandesdelongas.blogspot.com.br/.


POEMA
 

Era um disco de vinil
Na vitrola de uma amiga
Rodando um tempo passado
Numa canção bem antiga
*
Fechei meus olhos, voltei
Pra o tempo que hoje divago
Ouvindo o TEMA DE LARA
Do filme DR. JIVAGO
*
Ao voltar pro outro tempo
Vi o filme que assisti
Senti a mão sobre a minha
De quem eu nunca esqueci
*
Chegou ao fim a canção
Outra canção começou
Mas não falava com a alma
Da canção que terminou
*
Quem de nós não namorou
Do jeito que eu namorei
E quem de nós nunca chorou
Do jeitinho que eu chorei
*
O disco ficou silente
Eu com os olhos marejados
Estava aqui no presente
Caminhando em meu passado.

Texto sobre o passado que deixa as pessoas calejadas, de Eroquês Velho.

 
VISUAL



Hospital Erótica, obra de Stephen Nelson.